Lesão Uretral Masculina: Trauma Pélvico e Queda a Cavaleiro

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 32 anos, apresentou queda "a cavaleiro" em um acidente na construção civil. Levado à sala de Emergência, queixa-se de dor intensa na bacia. Hemodinamicamente estável, feito uma radiografia de bacia na sala do Trauma, que constata abertura da sínfise púbica. Na fratura do anel pélvico associada a lesão do sistema urinário, qual estrutura é lesionada com maior frequência no sexo masculino, quando comparada com o feminino?

Alternativas

  1. A) Rim
  2. B) Ureter
  3. C) Uretra
  4. D) Bexiga

Pérola Clínica

Homem + fratura pélvica (especialmente 'queda a cavaleiro') → Alta suspeita de lesão uretral.

Resumo-Chave

Em homens, fraturas pélvicas, especialmente as resultantes de trauma por 'queda a cavaleiro' ou com abertura da sínfise púbica, estão fortemente associadas a lesões uretrais, devido à anatomia da uretra masculina que a torna mais vulnerável.

Contexto Educacional

As fraturas pélvicas são lesões de alta energia que frequentemente se associam a lesões de órgãos adjacentes, incluindo o sistema urogenital. A lesão uretral é uma complicação significativa e mais comum em pacientes do sexo masculino devido a diferenças anatômicas. A incidência de lesão uretral em fraturas pélvicas masculinas varia de 5% a 10%, enquanto em mulheres é muito menor, sendo a lesão vesical mais prevalente. O mecanismo de 'queda a cavaleiro' é um clássico para lesões uretrais. A fisiopatologia da lesão uretral em fraturas pélvicas masculinas está relacionada à fixação da uretra posterior (membranosa e prostática) à sínfise púbica e ao diafragma urogenital. Fraturas com diástase da sínfise púbica ou deslocamento vertical do hemipelvis podem causar cisalhamento ou avulsão da uretra. Os sinais clínicos incluem sangue no meato uretral, incapacidade de urinar, hematoma perineal/escrotal e próstata 'flutuante' ao toque retal. O diagnóstico é confirmado por uretrografia retrógrada, que é imperativa antes de qualquer tentativa de cateterismo vesical para evitar a transformação de uma lesão parcial em completa. O manejo inicial envolve a estabilização do paciente e, se houver lesão uretral, a derivação urinária por cistostomia suprapúbica, com reparo definitivo postergado para um momento oportuno, geralmente após a estabilização da fratura pélvica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para lesão uretral em trauma pélvico?

Sinais de alerta incluem sangue no meato uretral, incapacidade de urinar, hematoma perineal ou escrotal, e próstata elevada ou não palpável ao toque retal.

Por que a lesão uretral é mais comum em homens com fratura pélvica?

A uretra masculina é mais longa e fixa, especialmente a uretra posterior, tornando-a mais suscetível a lesões por cisalhamento ou compressão contra a sínfise púbica em fraturas pélvicas.

Qual o exame diagnóstico padrão-ouro para lesão uretral?

A uretrografia retrógrada é o exame padrão-ouro para diagnosticar e localizar lesões uretrais, devendo ser realizada antes de qualquer tentativa de sondagem vesical.

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