UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Qual das alternativas abaixo não contraindica, no atendimento inicial, a passagem de sonda vesical no doente politraumatizado:
Sangue no toque retal NÃO contraindica sonda vesical em politraumatizado; outros sinais de lesão uretral SIM.
Sangue no toque retal em politraumatizado pode indicar lesão retal ou fratura pélvica, mas não é um sinal direto de lesão uretral. As contraindicações para passagem de sonda vesical são sinais de lesão uretral, como sangue no meato, hematoma perineal ou próstata alta/deslocada.
A avaliação inicial do paciente politraumatizado, conforme preconizado pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support), inclui a avaliação do sistema urogenital. A passagem de sonda vesical é um procedimento comum para monitorar o débito urinário, mas deve ser realizada com cautela devido ao risco de lesão uretral. A lesão uretral é uma complicação grave do trauma pélvico, especialmente em homens. Sinais como sangue no meato uretral, hematoma perineal, e próstata alta ou deslocada ao toque retal são contraindicações absolutas para a passagem de sonda vesical. Nesses casos, a uretrografia retrógrada é o exame diagnóstico de escolha. O sangue no toque retal, por outro lado, indica lesão retal ou fratura pélvica, mas não é um sinal direto de lesão uretral e, portanto, não contraindica a sondagem vesical se os outros sinais de lesão uretral estiverem ausentes. O conhecimento dessas distinções é crucial para evitar iatrogenias e garantir o manejo adequado do paciente traumatizado.
Os principais sinais de alerta incluem sangue no meato uretral, hematoma perineal, próstata alta ou deslocada ao toque retal, e incapacidade de urinar. A presença de qualquer um desses sinais contraindica a passagem de sonda vesical.
A passagem de sonda vesical pode agravar uma lesão uretral parcial, transformando-a em completa, ou criar uma falsa via, aumentando o risco de infecção, estenose e outras complicações.
Na suspeita de lesão uretral, a conduta é não passar a sonda vesical e realizar uma uretrografia retrógrada para confirmar ou excluir a lesão. Se confirmada, a drenagem urinária deve ser feita por cistostomia suprapúbica.
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