INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente de 30 anos, vítima de ferimento em hipogástrio por projétil de arma de fogo, é submetida a procedimento de vesicorrafia e de histerectomia total de urgência. Durante a internação hospitalar, ela evolui com perda de urina pela vagina e hidronefrose à esquerda, demonstrada em tomografia de abdome.Diante desse quadro, deve-se proceder com a
Lesão ureteral pós-trauma/cirurgia com fístula vesicovaginal e hidronefrose → reabordagem cirúrgica com reimplante ureteral.
A perda de urina pela vagina após cirurgia pélvica, associada à hidronefrose, sugere fístula ureterovaginal ou vesicovaginal com obstrução ureteral. A reabordagem cirúrgica é essencial para identificar e corrigir a lesão ureteral, geralmente por reimplante ureteral, e reparar a fístula vesical.
A lesão ureteral é uma complicação grave, embora rara, de cirurgias pélvicas, como histerectomia e cirurgias para trauma. Sua incidência varia, mas é crucial reconhecê-la precocemente para evitar danos renais irreversíveis. A suspeita deve surgir em pacientes com dor lombar, febre, ou perda de urina pela vagina no pós-operatório. A fisiopatologia envolve a secção, ligadura, esmagamento ou desvascularização do ureter durante o procedimento cirúrgico. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico e exames complementares como tomografia computadorizada com contraste, urografia excretora ou pielografia retrógrada, que podem demonstrar extravasamento de contraste ou hidronefrose. O tratamento definitivo geralmente envolve a reabordagem cirúrgica para reparo da lesão. Dependendo da localização e extensão, pode-se realizar reimplante ureteral na bexiga (ureteroneocistostomia), anastomose uretero-ureteral ou, em casos complexos, interposição de segmento intestinal. A nefrostomia percutânea pode ser necessária para descompressão renal temporária em casos de hidronefrose obstrutiva.
Os sinais incluem perda de urina pela vagina (fístula ureterovaginal ou vesicovaginal), dor lombar, febre, e hidronefrose em exames de imagem, indicando obstrução.
A conduta inicial deve incluir exames de imagem para localizar a lesão (TC com contraste, urografia) e, se houver hidronefrose, considerar nefrostomia percutânea para descompressão renal, seguida de reparo cirúrgico definitivo.
A diferenciação pode ser feita com testes de corante (azul de metileno na bexiga) e exames de imagem como urografia excretora ou pielografia retrógrada, que visualizam o trajeto da urina.
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