Lesão Ureteral Pós-Cirurgia: Diagnóstico e Manejo

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 48 anos, com antecedente de hipertensão arterial em uso de enalapril, foi internada para realização de ooforectomia por lesão ovariana cística de 12cm no maior comprimento. A cirurgia foi tecnicamente difícil, com lesão da artéria ilíaca interna e importante sangramento. Para manter a estabilidade, foi feita uma ligadura de urgência. A paciente recebeu transfusões e foi monitorizada para o pós-operatório em unidade de cuidados semi-intensivos. A partir do segundo dia de pós-operatório, passou a se queixar de dor lombar e náuseas, de difícil controle. À ultrassonografia foi descrita: “dilatação do sistema coletor renal homolateral à cirurgia”. Os exames laboratoriais deste segundo dia mostraram ureia = 30mg/dL (ref: 15-40mg/dL); creatinina=1,0mg/dL (ref: 0,3-1,2mg/dL), sódio = 140mEq/L (ref: 135-145mEq/L), potássio = 4,2mEq/L (ref: 3,5-5,5mEq/L); hemoglobina = 8,5g/dL com hematócrito = 27% e plaquetas = 110.000/mm3 . A conduta a ser realizada neste momento deve ser:

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para o centro cirúrgico para nova abordagem pélvica aberta e liberação ureteral imediata.
  2. B) realização de cistoscopia com introdução de Stent ureteral ou cateter duplo J em até 48 horas após a cirurgia inicial
  3. C) realização de nefrostomia percutânea dentro de 24 horas e programação de reabordagem cirúrgica após algumas semanas
  4. D) realização de cistostomia suprapúbica à beira do leito, com indicação de nova cirurgia pélvica em duas a quatro semanas

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