PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Mulher de 45 anos é submetida a histerectomia abdominal total com salpingectomia profilática, para tratamento de grande mioma transmural na parede lateral esquerda do útero. No pós-operatório foi identificado que houve lesão ureteral durante a cirurgia. Assinale o tempo cirúrgico que MAIS PROVAVELMENTE está associado a esta lesão.
Histerectomia → lesão ureteral mais comum na ligadura dos vasos uterinos, próximo ao colo uterino.
O ureter cruza a artéria uterina cerca de 1,5 a 2 cm lateralmente ao colo uterino, formando o "túnel ureteral" (de Wertheim). Este é o ponto de maior risco de lesão ureteral durante a ligadura e secção dos vasos uterinos na histerectomia.
A lesão ureteral é uma das complicações mais sérias da histerectomia, com uma incidência que varia de 0,5% a 2%. Embora rara, pode levar a morbidade significativa, incluindo hidronefrose, infecção, insuficiência renal e necessidade de cirurgias reparadoras complexas. A compreensão detalhada da anatomia pélvica é fundamental para a sua prevenção. Durante a histerectomia, o ureter está em risco em vários momentos, mas o ponto de maior vulnerabilidade é na ligadura e secção dos vasos uterinos. Neste local, o ureter cruza a artéria uterina por baixo, a cerca de 1,5 a 2 cm do colo uterino, uma região conhecida como "túnel ureteral" ou túnel de Wertheim. Outros momentos de risco incluem a dissecção do ligamento largo, a ligadura dos ligamentos uterossacros e a remoção de grandes massas pélvicas que distorcem a anatomia. A prevenção da lesão ureteral baseia-se na identificação visual e palpatória do ureter antes da ligadura de estruturas próximas, na dissecção cuidadosa e na manutenção de um campo cirúrgico claro. Em casos de anatomia complexa, como grandes miomas, endometriose severa ou cirurgias prévias, a colocação de stents ureterais pré-operatoriamente pode ser considerada para facilitar a identificação e proteger o ureter. O reconhecimento precoce da lesão, seja intraoperatório ou pós-operatório, é crucial para um manejo adequado e para minimizar as sequelas.
O ureter passa inferiormente à artéria uterina, cerca de 1,5 a 2 cm lateralmente ao colo uterino, formando o "túnel ureteral" (de Wertheim), um ponto crítico durante a histerectomia.
A prevenção envolve a identificação visual ou palpatória do ureter, dissecção cuidadosa, uso de stents ureterais em casos de alto risco e atenção à anatomia distorcida por patologias como grandes miomas.
Sinais podem incluir dor abdominal, febre, íleo prolongado, fístula urinária (vaginourinária), hidronefrose assintomática ou peritonite urinária se houver extravasamento.
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