HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 45 anos de idade, com histórico múltiplo de partos normais, foi submetida a uma histerectomia total abdominal por miomatose uterina. Durante o procedimento, ao abordar o paramétrio e realizar a ligadura dos vasos uterinos, o cirurgião teve dificuldade na visualização das estruturas vasculares e nervosas da pelve, com risco de lesão de importantes estruturas anatômicas. Durante a dissecção do ligamento cardinal (paramétrio) neste tipo de procedimento, qual estrutura anatômica está mais suscetível a lesão, devido a sua proximidade aos vasos uterinos?
Histerectomia: ureter está próximo aos vasos uterinos no ligamento cardinal → alto risco de lesão.
Durante a histerectomia, o ureter cruza inferiormente a artéria uterina no ligamento cardinal (paramétrio), tornando-o extremamente vulnerável a lesões durante a ligadura dos vasos uterinos. A dificuldade de visualização aumenta esse risco.
A histerectomia é um procedimento ginecológico comum, mas não isento de riscos. A lesão do ureter é uma das complicações mais temidas, com incidência variando e podendo levar a morbidade significativa se não reconhecida e tratada prontamente. A compreensão detalhada da anatomia pélvica é fundamental para a prevenção. O ureter, responsável por transportar a urina dos rins para a bexiga, possui um trajeto pélvico que o coloca em íntima relação com as estruturas uterinas. Especificamente, ele passa inferiormente à artéria uterina no ligamento cardinal (paramétrio), um ponto de grande vulnerabilidade durante a ligadura dos vasos uterinos. A dificuldade de visualização, sangramento ou variações anatômicas podem aumentar o risco de lesão. A prevenção da lesão ureteral envolve a dissecção cuidadosa, identificação visual ou palpatória do ureter antes da ligadura dos vasos, e, em casos de dúvida, a utilização de técnicas como a cateterização ureteral pré-operatória. O reconhecimento intraoperatório da lesão é crucial para um reparo imediato e um melhor prognóstico, evitando complicações como fístulas e hidronefrose.
O ureter é mais vulnerável onde cruza a artéria uterina no ligamento cardinal e próximo à bexiga. A palpação e visualização são cruciais para sua identificação e prevenção de lesões.
Uma lesão ureteral não identificada pode levar a fístulas urinárias, hidronefrose, infecção e sepse, exigindo reintervenção e resultando em morbidade significativa para a paciente.
O ligamento cardinal contém os vasos uterinos, e o ureter passa por baixo da artéria uterina nesse ligamento, tornando-o suscetível a lesões durante a ligadura vascular, especialmente em condições de visibilidade reduzida.
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