SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Em relação às lesões traumáticas do diafragma, é CORRETO afirmar que:
Trauma diafragmático → Lado esquerdo mais comum (proteção hepática à direita).
A ruptura diafragmática ocorre predominantemente à esquerda devido ao efeito amortecedor do fígado à direita. O diagnóstico exige alto índice de suspeição em traumas toracoabdominais.
A lesão traumática do diafragma é frequentemente negligenciada na fase aguda do trauma devido à presença de outras lesões graves. O mecanismo envolve um aumento súbito da pressão intra-abdominal contra um diafragma fixo. A longo prazo, pequenas lacerações podem evoluir para hérnias volumosas com risco de estrangulamento visceral. O tratamento é cirúrgico (frenorrafia), preferencialmente por via abdominal no trauma agudo para avaliar lesões associadas.
No trauma fechado, o fígado atua como um anteparo mecânico que dissipa a energia cinética e protege a cúpula diafragmática direita, tornando as rupturas à esquerda muito mais frequentes, representando cerca de 70-80% dos casos diagnosticados. Além disso, a cúpula esquerda é congenitamente mais frágil.
Embora possa ser normal inicialmente em até 50% dos casos, a radiografia simples é o exame inicial. Sinais como elevação da cúpula diafragmática, presença de alças intestinais ou a visualização da sonda nasogástrica acima do diafragma no hemitórax esquerdo são altamente sugestivos e auxiliam na decisão cirúrgica imediata.
Em casos de trauma fechado onde a TC é inconclusiva mas a suspeita persiste, ou em traumas penetrantes na zona de transição toracoabdominal, a videolaparoscopia ou videotoracoscopia são consideradas o padrão-ouro. Elas permitem a visualização direta de pequenas lesões que poderiam passar despercebidas e causar herniações futuras.
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