MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 28 anos é levado à emergência após colisão frontal de automóvel em alta velocidade contra anteparo fixo. Na admissão, apresenta-se taquipneico (frequência respiratória de 32 irpm), com saturação de oxigênio de 88% em máscara de reservatório, e enfisema subcutâneo massivo em região cervical e tórax superior. A ausculta revela murmúrio vesicular abolido à direita. A pressão arterial é de 105/65 mmHg e a frequência cardíaca é de 118 bpm. Foi realizada drenagem torácica em selo d'água no quinto espaço intercostal direito, com saída imediata de grande quantidade de ar, porém observa-se borbulhamento vigoroso e contínuo no frasco de drenagem, sem melhora do padrão respiratório ou da expansibilidade pulmonar. A radiografia de tórax de controle mostra persistência do colapso pulmonar, com o pulmão direito 'caído' para a região inferior e lateral da cavidade pleural (sinal de Fallen). Diante desse quadro clínico, a conduta diagnóstica mais adequada é a realização de:
Borbulhamento contínuo + pulmão caído (Sinal de Fallen) → Lesão de grande via aérea (brônquio).
A persistência de colapso pulmonar e borbulhamento vigoroso após drenagem torácica sugere fístula aérea de alto débito, indicativa de ruptura brônquica, exigindo confirmação por broncoscopia.
A ruptura traumática de brônquios é uma emergência rara mas letal, geralmente associada a traumas de alta energia e desaceleração súbita. O mecanismo envolve compressão anteroposterior do tórax com a glote fechada ou forças de cisalhamento. O diagnóstico clínico é sugerido pela tríade de enfisema subcutâneo, pneumotórax persistente e grande escape de ar pelo dreno. O sinal de Fallen é patognomônico de ruptura completa. O manejo inicial foca na manutenção da via aérea e ventilação, mas a confirmação endoscópica é mandatória antes da intervenção cirúrgica definitiva, que geralmente envolve toracotomia e rafia brônquica ou ressecção pulmonar dependendo da viabilidade do parênquima.
É o colapso do pulmão para a região inferior e lateral da cavidade pleural na radiografia de tórax, indicando a perda da sustentação hilar devido a uma ruptura brônquica completa.
Ela permite a visualização direta da localização, extensão e gravidade da lesão na árvore traqueobrônquica, sendo essencial para orientar a conduta cirúrgica imediata.
Deve-se suspeitar em pacientes com enfisema subcutâneo extenso, pneumotórax que não expande após drenagem adequada e borbulhamento persistente/vigoroso no frasco de selo d'água.
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