CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
A pupila hemianópsica de Wernicke é um achado semiológico característico de lesões de qual parte da via visual?
Pupila de Wernicke = Lesão no trato óptico (reflexo ↓ quando luz incide na retina denervada).
A pupila de Wernicke ocorre em lesões do trato óptico porque as fibras do reflexo fotomotor decussam no quiasma e seguem pelo trato antes de divergirem para o núcleo pré-tectal.
A via visual é dividida em porções pré-geniculadas e pós-geniculadas no que tange ao reflexo pupilar. As fibras aferentes do reflexo fotomotor acompanham as fibras visuais desde a retina, cruzam no quiasma óptico e seguem pelo trato óptico. Antes de fazerem sinapse no corpo geniculado lateral (CGL), as fibras pupilares desviam-se para o braço do colículo superior em direção ao núcleo pré-tectal. Uma lesão no trato óptico causa hemianopsia homônima contralateral e, simultaneamente, interrompe as fibras pupilares daquela metade da retina. Clinicamente, isso se manifesta como a pupila de Wernicke. É um sinal semiológico difícil de eliciar devido à dispersão da luz dentro do olho, mas fundamental para localizar a lesão como pré-geniculada.
É um achado onde a estimulação luminosa da metade 'cega' da retina (correspondente ao campo visual perdido) resulta em uma resposta pupilar fraca ou ausente, enquanto a estimulação da metade funcional da retina produz uma contração pupilar normal. Isso ocorre em lesões do trato óptico, onde as fibras aferentes pupilares e visuais caminham juntas.
As fibras responsáveis pelo reflexo fotomotor abandonam o trato óptico antes de chegarem ao corpo geniculado lateral, dirigindo-se ao núcleo pré-tectal no mesencéfalo. Portanto, qualquer lesão após o corpo geniculado lateral (como nas radiações ópticas ou no córtex visual occipital) preserva o reflexo pupilar intacto.
O Marcus Gunn indica uma lesão pré-quiasmática (nervo óptico) ou retinal extensa, afetando a entrada de luz de todo o olho. A pupila de Wernicke é um defeito hemianópsico, específico para a metade do campo visual, indicando lesão pós-quiasmática no trato óptico.
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