INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um paciente de 20 anos procura atendimento imediato em posto de saúde devido a um ferimento cortante em face volar do 1º quirodáctilo direito em falange proximal. Ao exame físico, observa-se ferida cortante de 2 cm de extensão com déficit na flexão do segmento e com sangramento em pequeno volume.A conduta adequada deve ser a realização de uma
Ferimento em face volar de dedo com déficit de flexão → suspeita de lesão tendínea/nervosa → curativo e encaminhamento especializado.
Um ferimento cortante na face volar do dedo com déficit de flexão sugere lesão de tendão flexor e/ou nervo. Essas lesões requerem avaliação e reparo por um especialista (cirurgião da mão ou ortopedista) e não devem ser tratadas apenas com sutura simples da pele.
Ferimentos cortantes na mão, especialmente na face volar dos dedos, são comuns e podem ter consequências funcionais graves se não forem adequadamente avaliados e tratados. A mão é uma estrutura complexa, com tendões, nervos e vasos sanguíneos muito próximos à superfície, tornando-os vulneráveis a lesões mesmo em ferimentos pequenos. A presença de um déficit na flexão do segmento afetado, como descrito na questão, é um sinal cardinal de lesão de tendão flexor. Outros sinais podem incluir perda de sensibilidade (lesão nervosa) ou alteração da perfusão (lesão vascular). Nesses casos, a conduta inicial em um posto de saúde deve ser a limpeza da ferida, hemostasia e um curativo simples, seguido de encaminhamento urgente para um especialista em cirurgia da mão ou ortopedia. A tentativa de sutura simples da pele sem o reparo das estruturas profundas lesadas é um erro grave que pode levar a sequelas permanentes, como perda da função do dedo, rigidez e dor crônica. O reparo de tendões e nervos requer técnicas microcirúrgicas e expertise específica, reforçando a necessidade do encaminhamento especializado.
A suspeita de lesão de tendão flexor surge quando há um ferimento cortante na face volar do dedo e o paciente apresenta déficit ou incapacidade de flexionar ativamente a articulação distal ao ferimento, mesmo com a articulação proximal estabilizada.
Lesões de tendão da mão requerem reparo microcirúrgico preciso por um cirurgião da mão ou ortopedista especializado para restaurar a função e evitar sequelas permanentes, como rigidez e perda de movimento.
Além dos tendões flexores, ferimentos na face volar do dedo podem lesar nervos digitais (causando déficit de sensibilidade) e vasos sanguíneos (causando isquemia ou sangramento significativo).
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