Lesão Submucosa Gástrica: Diagnóstico e Manejo do GIST

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, 65 anos, com sintomas dispéptico inespecíficos, realizou uma EDA (endoscopia digestiva alta) que mostrou uma lesão submucosa em corpo gástrico de 2 cm. Com relação ao quadro exposto acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O melhor tratamento nestes casos é a gastrectomia subtotal com esvaziamento ganglionar a DH.
  2. B) A possibilidade de resseção deve ser considerada por provavelmente tratar-se de GIST (Tumor estromal gastrointestinal).
  3. C) Dentre as lesões submucosas gástricas, o leiomioma é o mais frequente e, para lesões de até 3 com a conduta pode ser expectante.
  4. D) A realização de US (ultrassom) endoscópico não deve ser indicado pelas dimensões da lesão e pelo fato de não ser possível realizar biópsias de lesões submucosas gástricas.

Pérola Clínica

Lesão submucosa gástrica > 2 cm → Considerar GIST e ressecção.

Resumo-Chave

Lesões submucosas gástricas, especialmente as maiores que 2 cm, têm uma probabilidade significativa de serem Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST), que possuem potencial maligno. Nesses casos, a ressecção cirúrgica ou endoscópica deve ser considerada para diagnóstico definitivo e tratamento.

Contexto Educacional

Lesões submucosas gástricas são achados relativamente comuns em endoscopias digestivas altas (EDA), muitas vezes assintomáticas ou associadas a sintomas dispépticos inespecíficos. A principal preocupação com essas lesões é o diagnóstico diferencial, especialmente a exclusão de Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST), que são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal e possuem potencial maligno. O tamanho da lesão é um fator crucial na decisão da conduta. Lesões menores que 1-2 cm, sem características de alto risco, podem ser acompanhadas. No entanto, lesões maiores que 2 cm, como no caso apresentado, aumentam significativamente a probabilidade de serem GISTs e justificam uma investigação mais agressiva. O ultrassom endoscópico (USE) é a ferramenta diagnóstica de escolha, permitindo caracterizar a lesão (camada de origem, ecogenicidade, presença de cistos ou necrose) e realizar biópsias por agulha fina (PAAF) para análise histopatológica e imuno-histoquímica (positividade para CD117/KIT). O tratamento para GISTs é primariamente cirúrgico, com ressecção completa da lesão e margens livres. A extensão da ressecção depende do tamanho e localização do tumor. Para GISTs de alto risco ou metastáticos, a terapia adjuvante com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é uma opção importante. A conduta expectante para lesões maiores que 2 cm é geralmente desaconselhada devido ao risco de malignidade e progressão.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de uma lesão submucosa gástrica de 2 cm?

Uma lesão submucosa gástrica de 2 cm é clinicamente significativa devido ao risco de ser um Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST), que possui potencial maligno. O tamanho é um dos fatores que influenciam a conduta.

Qual o papel do ultrassom endoscópico (USE) na avaliação de lesões submucosas?

O ultrassom endoscópico (USE) é fundamental para avaliar lesões submucosas, pois permite determinar a camada de origem, características ecográficas e realizar biópsias por agulha fina (PAAF) para diagnóstico histopatológico.

Quando a ressecção de uma lesão submucosa gástrica é indicada?

A ressecção é indicada para lesões submucosas gástricas com características suspeitas de malignidade (como GIST), crescimento rápido, sintomas ou tamanho > 2 cm, visando o diagnóstico definitivo e tratamento.

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