SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A natureza assintomática da hipertensão pode retardar o diagnóstico de hipertensão e, com isso, danificar silenciosamente os vasos sanguíneos, o coração, o cérebro e os rins. No caso da lesão renal, a suspeita se dá mais comumente por uma elevação assintomática na:
Hipertensão arterial → lesão renal silenciosa = elevação assintomática da creatinina.
A hipertensão arterial é uma das principais causas de doença renal crônica. A lesão renal hipertensiva é frequentemente assintomática nas fases iniciais, sendo a elevação da creatinina sérica o marcador mais comum e precoce de disfunção renal.
A hipertensão arterial é uma doença crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da doença renal crônica (DRC). A natureza assintomática da hipertensão em suas fases iniciais, e da própria lesão renal, retarda o diagnóstico e permite que o dano aos vasos sanguíneos renais ocorra silenciosamente, comprometendo a função renal ao longo do tempo. A fisiopatologia da lesão renal hipertensiva envolve o estresse hemodinâmico crônico sobre os glomérulos e túbulos renais, levando à esclerose glomerular, fibrose intersticial e atrofia tubular. Inicialmente, o rim tenta compensar, mas com o tempo, a capacidade de filtração diminui. A suspeita de lesão renal se dá mais comumente pela elevação assintomática da creatinina sérica, um marcador da taxa de filtração glomerular (TFG). O tratamento da hipertensão arterial é fundamental para prevenir ou retardar a progressão da DRC. O monitoramento regular da creatinina sérica e da albuminúria é essencial para detectar precocemente a lesão renal. O prognóstico da DRC hipertensiva depende do controle rigoroso da pressão arterial e da identificação e manejo de outros fatores de risco.
A hipertensão arterial danifica os pequenos vasos sanguíneos dos rins (arteríolas aferentes e eferentes), levando à esclerose glomerular e intersticial, o que compromete a capacidade de filtração renal ao longo do tempo.
A creatinina sérica é um marcador indireto da taxa de filtração glomerular (TFG). Sua elevação, mesmo que discreta e assintomática, indica uma redução na TFG e é um sinal precoce de lesão renal em pacientes hipertensos.
Além da creatinina, a dosagem de albumina na urina (microalbuminúria/proteinúria), a estimativa da TFG (eGFR) e o ultrassom renal são exames importantes para avaliar a presença e a progressão da doença renal crônica.
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