HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente masculino, 72 anos, com hipertensão e insuficiência cardíaca estável, é admitido no pronto-socorro com fraqueza, tontura e redução do débito urinário (300 mL/24 horas) há dois dias. Relata diarreia intensa há três dias, sem febre ou sangue nas evacuações. Ao exame, encontra-se lúcido e orientado, hipotenso (PA 90/60 mmHg), taquicárdico (FC 105 bpm), eupneico em ar ambiente (FR 12 ipm), MV presentes e simétricos sem ruídos adventícios e com sinais de desidratação (mucosas secas e turgor cutâneo diminuído). Exames laboratoriais revelam: creatinina sérica 2,3 mg/dL (valor basal de 1,0 mg/dL), ureia 100 mg/dL, sódio 134 mEq/L e potássio 4,8 mEq/L. Com base no caso acima, assinale a conduta mais adequada para este paciente:
IRA pré-renal por desidratação em idoso com IC → hidratação EV cautelosa com SF 0,9% + monitorização rigorosa.
O paciente apresenta sinais clássicos de lesão renal aguda (LRA) pré-renal devido à desidratação por diarreia intensa, manifestada por hipotensão, taquicardia, oligúria e elevação da creatinina/ureia. A conduta inicial mais adequada é a reposição volêmica com solução salina isotônica, mesmo em pacientes com IC, mas com monitorização cuidadosa para evitar sobrecarga.
A lesão renal aguda (LRA) é uma condição comum e grave, especialmente em pacientes idosos com comorbidades como hipertensão e insuficiência cardíaca (IC). A LRA pré-renal, causada por hipoperfusão renal sem dano estrutural direto ao rim, é a forma mais frequente e reversível se tratada precocemente. A desidratação, como a causada por diarreia intensa, é uma causa comum de LRA pré-renal, levando à diminuição do volume intravascular e, consequentemente, à redução do fluxo sanguíneo renal. O diagnóstico da LRA pré-renal baseia-se na história clínica (diarreia, vômitos, uso de diuréticos), exame físico (sinais de desidratação, hipotensão, taquicardia) e exames laboratoriais (elevação da creatinina e ureia, com relação ureia/creatinina geralmente > 20:1). Em pacientes com IC, a avaliação da volemia pode ser desafiadora, pois a hipovolemia pode coexistir com sinais de congestão, exigindo uma avaliação cuidadosa. A conduta mais adequada para a LRA pré-renal por desidratação é a reposição volêmica com solução salina isotônica. Em pacientes com IC, essa hidratação deve ser realizada com extrema cautela e monitorização rigorosa da ausculta pulmonar, pressão arterial, frequência cardíaca, débito urinário e sinais de congestão (como turgência jugular e edemas periféricos). O objetivo é restaurar a perfusão renal sem precipitar edema agudo de pulmão.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, oligúria (redução do débito urinário), mucosas secas, turgor cutâneo diminuído e elevação da creatinina e ureia, todos indicativos de hipoperfusão renal devido à desidratação.
A hidratação é crucial porque a causa da lesão renal aguda é a hipovolemia por desidratação. Corrigir a volemia melhora a perfusão renal. Em pacientes com IC, a hidratação deve ser feita com cautela, monitorando sinais de sobrecarga hídrica, mas não deve ser evitada se houver hipovolemia.
A resposta deve ser monitorada pela melhora dos sinais vitais (PA, FC), aumento do débito urinário, melhora dos sinais de desidratação e normalização da função renal. A ausculta pulmonar e a avaliação de edemas são essenciais para detectar precocemente sinais de sobrecarga volêmica.
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