UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Em relação à Lesão Renal Aguda ( LRA ) na infância, marque ( V ) para afirmativas VERDADEIRAS e ( F ) para afirmativas FALSAS. ( ) Podem ser causas de IRA pré-renal no período neonatal: hemorragia materna anteparto, persistência do canal arterial e aumento de perdas insensíves. ( ) O prognóstico da necrose tubular aguda (NTA) na IRA intrínseca é bom, exceto nos casos em que há lesão isquêmica ou tóxica grave, causando dano vascular e evolução para necrose cortical. ( ) O aspecto clínico mais frequente na IRA é a oligúrica, definida como volume urinário < 1ml/kg/h em recém-nascidos e lactentes e < 0,5ml/kg/h em crianças maiores. ( ) O uso de furosemida é recomendado para tratamento de IRA oligúrica, mesmo que não haja evidência clínica de hipervolemia. ( ) Existe evidência cientifica de eficácia da infusão de dopamina em baixa dose para prevenção ou reversão da lesão renal. A sequência CORRETA é:
LRA infantil: Oligúria é comum, furosemida e dopamina não são rotina para prevenção/reversão sem hipervolemia.
A LRA na infância tem etiologias diversas. No período neonatal, causas pré-renais incluem hipovolemia (hemorragia materna, perdas insensíveis) e condições que afetam a perfusão renal (PCA). O prognóstico da NTA é geralmente bom, exceto em lesões graves. A oligúria é a apresentação mais comum, com definições específicas por idade. Furosemida não é recomendada para LRA oligúrica sem hipervolemia, e dopamina em baixa dose não tem eficácia comprovada na prevenção ou reversão da LRA.
A Lesão Renal Aguda (LRA) na infância é uma condição grave, com etiologias e apresentações que variam conforme a idade. No período neonatal, as causas pré-renais são predominantes, frequentemente relacionadas a hipovolemia (ex: hemorragia materna, perdas insensíveis elevadas) ou a condições que comprometem a perfusão renal, como a persistência do canal arterial. O reconhecimento precoce e a correção da causa subjacente são fundamentais. A Necrose Tubular Aguda (NTA), uma forma de LRA intrínseca, geralmente tem um bom prognóstico em crianças, com recuperação completa da função renal na maioria dos casos. Contudo, lesões isquêmicas ou tóxicas muito graves podem levar a danos irreversíveis, como a necrose cortical, que tem um prognóstico sombrio. A apresentação clínica mais comum da LRA pediátrica é a oligúrica, com definições de volume urinário específicas para recém-nascidos (< 1 mL/Kg/h) e crianças maiores (< 0,5 mL/Kg/h). O manejo da LRA na infância é complexo e foca na otimização do estado volêmico, correção de distúrbios eletrolíticos e ácido-base, e tratamento da causa primária. É crucial evitar terapias sem evidência de benefício, como o uso rotineiro de furosemida para LRA oligúrica sem hipervolemia ou a infusão de dopamina em baixa dose para prevenção ou reversão da lesão renal, pois ambas as práticas não são suportadas por evidências científicas robustas e podem até ser prejudiciais. Residentes devem basear suas condutas em diretrizes atualizadas.
Causas de LRA pré-renal em neonatos incluem hipovolemia (devido a hemorragia materna anteparto, perdas insensíveis aumentadas), choque séptico, asfixia perinatal e condições que afetam o fluxo sanguíneo renal, como a persistência do canal arterial.
O prognóstico da NTA em crianças é geralmente bom, com recuperação da função renal na maioria dos casos. No entanto, lesões isquêmicas ou tóxicas graves podem levar a dano vascular extenso e necrose cortical, com prognóstico reservado.
A furosemida não reverte a LRA e pode piorar a desidratação se não houver hipervolemia. A dopamina em baixa dose, embora classicamente usada, não demonstrou eficácia na prevenção ou reversão da LRA em estudos científicos e pode ter efeitos adversos.
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