FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
A prevenção da nefrotoxicidade pelos contrastes iodados passa por:
Prevenção LRA por contraste → Indicação criteriosa, contraste não iônico iso-osmolar, hidratação vigorosa, suspender diuréticos.
A prevenção da lesão renal aguda induzida por contraste (LRA-IC) é multifatorial. A hidratação pré e pós-exame é fundamental para diluir o contraste e promover sua excreção. A escolha de contrastes com menor osmolaridade e não iônicos reduz o dano renal. A suspensão de diuréticos e outras drogas nefrotóxicas também é crucial.
A nefrotoxicidade induzida por contraste (LRA-IC) é uma complicação comum e potencialmente grave de exames de imagem que utilizam contrastes iodados, sendo uma das principais causas de lesão renal aguda nos pacientes hospitalizados. Sua prevenção é fundamental para evitar morbidade e mortalidade, especialmente em pacientes com fatores de risco preexistentes. A fisiopatologia da LRA-IC envolve vasoconstrição renal, isquemia medular e toxicidade tubular direta pelos contrastes. A prevenção é baseada em uma abordagem multifacetada: indicação criteriosa do exame, identificação e manejo dos fatores de risco, uso de contrastes de menor toxicidade (não iônicos, iso-osmolares ou de baixa osmolaridade) e, principalmente, hidratação adequada. A hidratação intravenosa com solução salina isotônica (0,9%) antes e após o procedimento é a medida mais eficaz para prevenir a LRA-IC. Além disso, a suspensão de medicamentos nefrotóxicos (como AINEs, metformina e diuréticos) e a correção de distúrbios hidroeletrolíticos são cruciais. A N-acetilcisteína é uma opção adjuvante, embora sua eficácia seja controversa.
Os principais fatores de risco incluem doença renal crônica preexistente, diabetes mellitus, idade avançada, insuficiência cardíaca, desidratação e uso concomitante de drogas nefrotóxicas como AINEs e diuréticos.
A hidratação vigorosa, preferencialmente com solução salina isotônica, antes e depois da administração do contraste, ajuda a manter o volume intravascular, diluir o contraste e promover sua rápida excreção renal, minimizando o tempo de contato com os túbulos renais.
Contrastes não iônicos e iso-osmolares são preferíveis aos iônicos e hiperosmolares, pois causam menos vasoconstrição renal e menor toxicidade tubular direta, resultando em menor incidência de lesão renal aguda.
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