UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Com relação às Lesões Renais Agudas, assinale a alternativa correta.
Nefrotoxicidade por Anfotericina B → dose-dependente, causa poliúria, hipomagnesemia, hipocalemia e acidose metabólica com anion gap normal.
A nefrotoxicidade por Anfotericina B é bem conhecida, dose-dependente e causa disfunção tubular renal, levando a perda de eletrólitos (hipomagnesemia, hipocalemia), poliúria por diabetes insipidus nefrogênico e acidose tubular renal tipo 1 (anion gap normal).
A Lesão Renal Aguda (LRA) é uma síndrome caracterizada por uma diminuição abrupta da função renal, manifestada pelo aumento dos níveis séricos de ureia e creatinina, com ou sem alteração do volume urinário. É uma condição comum em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de terapia intensiva, e está associada a morbimortalidade significativa. As causas são variadas, incluindo pré-renais (hipoperfusão), renais (lesão intrínseca) e pós-renais (obstrução). A nefrotoxicidade por drogas é uma causa importante de LRA. A Anfotericina B, um antifúngico potente, é notória por sua nefrotoxicidade, que é dose e duração-dependente. Ela causa lesão tubular renal direta, resultando em disfunção tubular. Clinicamente, isso se manifesta como poliúria (devido a diabetes insipidus nefrogênico), perda de eletrólitos como potássio e magnésio (levando a hipocalemia e hipomagnesemia), e acidose tubular renal tipo 1, que se apresenta como acidose metabólica com anion gap normal. Outras causas de LRA incluem a nefropatia induzida por contraste, que se caracteriza por um aumento da creatinina sérica 24-48 horas após a exposição ao contraste, principalmente em pacientes com doença renal crônica pré-existente, mas também em outros grupos de risco. A LRA na sepse é multifatorial, envolvendo hipoperfusão, inflamação e disfunção microvascular, não se limitando apenas à vasoconstrição eferente. Nem todas as LRAs requerem terapia renal substitutiva; a indicação depende da gravidade e da presença de complicações refratárias ao tratamento conservador.
A nefrotoxicidade por Anfotericina B é dose e duração-dependente, manifestando-se como disfunção tubular renal que leva a poliúria (por diabetes insipidus nefrogênico), perda de eletrólitos como magnésio e potássio (hipomagnesemia, hipocalemia) e acidose tubular renal tipo 1, que cursa com acidose metabólica de anion gap normal.
Não, embora a doença renal prévia seja o principal fator de risco, a nefropatia do contraste pode ocorrer em pacientes sem doença renal prévia, especialmente na presença de outros fatores de risco como diabetes, desidratação ou uso de drogas nefrotóxicas concomitantes.
A terapia renal substitutiva (diálise) é indicada em casos de complicações graves da LRA, como acidose metabólica refratária, hipercalemia refratária, sobrecarga volêmica refratária, uremia grave (encefalopatia, pericardite) ou intoxicações dialisáveis.
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