Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
KDIGO (The Kidney Disease Improving Global Outcomes) considera o seguinte parâmetro:
A classificação KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes) para Lesão Renal Aguda (LRA) representa a harmonização dos critérios anteriores RIFLE e AKIN. A LRA é uma síndrome clínica caracterizada pelo declínio abrupto da função excretora renal, resultando no acúmulo de escórias nitrogenadas e distúrbios hidroeletrolíticos. A padronização diagnóstica é vital para a pesquisa clínica e para a implementação de protocolos de nefroproteção à beira do leito. Na prática, a creatinina sérica continua sendo o biomarcador padrão, apesar de suas limitações (como o atraso em relação à lesão real e influência da massa muscular). O critério de débito urinário é frequentemente o primeiro a se alterar em estados de hipoperfusão, mas pode ser influenciado pelo uso de diuréticos. O diagnóstico de LRA deve sempre levar à investigação da etiologia (pré-renal, intrínseca ou pós-renal) e à revisão imediata de drogas nefrotóxicas e ajuste de doses de medicamentos.
A Lesão Renal Aguda (LRA) é definida pelo KDIGO quando ocorre pelo menos um dos seguintes: aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48 horas; aumento da creatinina sérica para ≥ 1,5 vezes o valor basal (conhecido ou presumido nos últimos 7 dias); ou débito urinário < 0,5 mL/kg/h por um período de 6 horas consecutivas. Esses critérios visam capturar a disfunção renal em estágios iniciais para prevenir progressão.
Este critério de elevação absoluta pequena (0,3 mg/dL) em um curto intervalo (48h) foi introduzido porque estudos epidemiológicos demonstraram que mesmo aumentos discretos na creatinina estão independentemente associados a um aumento significativo na morbidade e mortalidade hospitalar. Ele permite identificar a lesão renal antes que ocorra uma perda maciça da taxa de filtração glomerular.
O débito urinário é um marcador sensível e precoce de estresse renal. O Estágio 1 é definido por < 0,5 mL/kg/h por 6-12h; o Estágio 2 por < 0,5 mL/kg/h por ≥ 12h; e o Estágio 3 por < 0,3 mL/kg/h por ≥ 24h ou anúria por ≥ 12h. É fundamental que a medição seja rigorosa, preferencialmente com cateterismo vesical em pacientes críticos, para evitar erros de classificação.
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