Prevenção de LRA em Cirróticos: Estratégias Essenciais

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Em relação às estratégias de prevenção da lesão renal aguda no paciente cirrótico, considere as afirmativas a seguir.I. Uso de albumina na hemorragia varicosa.II. Uso de albumina na peritonite bacteriana espontânea.III. Manter volemia quando uso de contraste iodado.IV. Suspensão de diuréticos na hemorragia varicosa. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

Prevenção LRA em cirróticos: Albumina em PBE, manter volemia com contraste, suspender diuréticos em sangramento.

Resumo-Chave

A prevenção da lesão renal aguda (LRA) em pacientes cirróticos é multifacetada, incluindo o uso de albumina em situações de alto risco como peritonite bacteriana espontânea (PBE) para prevenir a síndrome hepatorrenal. É crucial também otimizar a volemia antes e durante a exposição a agentes nefrotóxicos, como o contraste iodado, e suspender diuréticos em eventos de sangramento gastrointestinal para evitar hipovolemia e piora da função renal.

Contexto Educacional

A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação frequente e grave em pacientes com cirrose, associada a alta morbimortalidade. A prevenção é fundamental e envolve uma série de estratégias baseadas na compreensão da fisiopatologia da disfunção renal nesse grupo. A LRA em cirróticos pode ser precipitada por diversos fatores, incluindo hipovolemia, infecções (como a peritonite bacteriana espontânea - PBE), uso de nefrotóxicos e hemorragia gastrointestinal. Entre as estratégias preventivas, o uso de albumina é crucial em cenários de alto risco. Na PBE, a administração de albumina intravenosa reduz significativamente a incidência de síndrome hepatorrenal (SHR) e melhora a sobrevida. Embora a questão original tenha gerado controvérsia sobre a albumina na hemorragia varicosa, as diretrizes atuais recomendam seu uso para prevenir a SHR e melhorar os desfechos. Outras medidas incluem a manutenção rigorosa da volemia, especialmente antes da exposição a agentes nefrotóxicos como o contraste iodado, para evitar a nefropatia induzida por contraste. A suspensão de diuréticos é imperativa em situações de sangramento gastrointestinal ou LRA estabelecida, pois eles podem agravar a hipovolemia e a disfunção renal. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e a implementação proativa dessas estratégias são pilares no manejo do paciente cirrótico. A monitorização da função renal e do balanço hídrico, juntamente com a identificação e tratamento rápido de infecções, são essenciais para prevenir a progressão para LRA e SHR. A educação contínua sobre essas práticas é vital para residentes e profissionais que cuidam dessa população complexa.

Perguntas Frequentes

Por que a albumina é utilizada na prevenção da LRA em pacientes cirróticos com PBE?

A albumina é utilizada na PBE para expandir o volume plasmático e prevenir a síndrome hepatorrenal (SHR), uma complicação grave da cirrose. Ela ajuda a estabilizar a hemodinâmica e reduzir a vasoconstrição renal induzida pela inflamação sistêmica.

Qual a importância de manter a volemia em cirróticos que farão uso de contraste iodado?

Manter a volemia adequada é fundamental para prevenir a nefropatia induzida por contraste (NIC) em pacientes cirróticos. A desidratação e a hipovolemia aumentam o risco de lesão renal aguda após a exposição ao contraste, que já é nefrotóxico.

Por que os diuréticos devem ser suspensos em pacientes cirróticos com hemorragia varicosa?

A suspensão de diuréticos é crucial na hemorragia varicosa para evitar a hipovolemia, que pode ser exacerbada pelo sangramento e pelo uso de diuréticos. A hipovolemia é um fator de risco significativo para o desenvolvimento ou agravamento da lesão renal aguda e síndrome hepatorrenal.

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