SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A transfusão de sangue pode salvar vidas e é relativamente segura. No entanto, a transfusão de sangue está associada a múltiplos desfechos adversos, incluindo complicações não infecciosas e infecciosas. Sobre a lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão, podemos afirmar, EXCETO:
TRALI = edema pulmonar NÃO cardiogênico. Suspender transfusão e suporte respiratório.
A Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) é uma complicação grave, caracterizada por edema pulmonar não cardiogênico, que se manifesta com hipoxemia e infiltrados bilaterais no RX de tórax. É crucial diferenciar de sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO), que é cardiogênica.
A Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da transfusão de sangue, com uma incidência que varia, mas é reconhecida como a principal causa de morte relacionada à transfusão. É crucial para residentes e profissionais de saúde reconhecerem e manejarem essa condição para garantir a segurança do paciente. A fisiopatologia da TRALI envolve uma resposta inflamatória aguda no pulmão, geralmente desencadeada por anticorpos anti-HLA ou anti-neutrófilos presentes no plasma do doador que reagem com antígenos no receptor, ou por acúmulo de mediadores lipídicos bioativos nos produtos sanguíneos armazenados. Isso leva à ativação de neutrófilos no leito capilar pulmonar, resultando em dano endotelial e aumento da permeabilidade vascular, culminando em edema pulmonar não cardiogênico. O diagnóstico da TRALI é clínico e de exclusão, baseado no início agudo de hipoxemia e infiltrados pulmonares bilaterais em até 6 horas após a transfusão, na ausência de evidência de sobrecarga circulatória. O manejo é primariamente de suporte, com interrupção imediata da transfusão e suporte respiratório, que pode incluir ventilação mecânica. A prevenção foca na triagem de doadores e na utilização de produtos sanguíneos com menor risco, como plasma de doadores masculinos ou mulheres nulíparas.
Os critérios incluem início agudo de hipoxemia (PaO2/FiO2 < 300 ou SpO2 < 90% em ar ambiente), infiltrados pulmonares bilaterais em radiografia de tórax, ausência de evidência de insuficiência cardíaca (edema pulmonar não cardiogênico) e ocorrência durante ou até 6 horas após a transfusão.
Fatores de risco incluem cirurgia recente (especialmente hepática), sepse, trauma, alcoolismo crônico, tabagismo, balanço hídrico positivo e condições inflamatórias pré-existentes. O tipo de produto sanguíneo e a presença de anticorpos anti-HLA ou anti-neutrófilos no doador também são importantes.
A conduta inicial é interromper imediatamente a transfusão sanguínea. O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia, ventilação mecânica se necessário, e monitorização hemodinâmica. Não há tratamento específico além do suporte respiratório e hemodinâmico.
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