Lesão por Pressão: Locais Comuns e Prevenção em UTI

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

A internação prolongada de pacientes graves em leitos de UTI pode aumentar o risco de lesões cutâneas relacionadas ao aumento da pressão nos tecidos de certas áreas do corpo a depender da posição do paciente. O local mais frequente para o surgimento dessas lesões, relacionando com a posição do paciente, é:

Alternativas

  1. A) região sacral, quando paciente permanece mais tempo em decúbito lateral.
  2. B) região trocantérica, quando paciente permanece em decúbito lateral.
  3. C) região occipital, quando paciente se encontra em posição prona.
  4. D) região da face, quando paciente fica em decúbito dorsal.
  5. E) região do ísquio, quando paciente permanece em posição prona.

Pérola Clínica

Em decúbito lateral, a região trocantérica é o local mais comum para lesões por pressão devido à compressão óssea.

Resumo-Chave

Lesões por pressão são comuns em pacientes de UTI devido à imobilidade e pressão prolongada. Em decúbito lateral, a proeminência óssea do trocanter maior do fêmur fica sob pressão direta, tornando a região trocantérica o local mais frequente para o desenvolvimento dessas lesões.

Contexto Educacional

As lesões por pressão (LPP), anteriormente conhecidas como úlceras de decúbito, são um grave problema de saúde em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), impactando negativamente a qualidade de vida, aumentando o tempo de internação e os custos hospitalares. Elas são definidas como uma lesão localizada na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão ou pressão em combinação com cisalhamento. A fisiopatologia envolve a isquemia tecidual causada pela pressão prolongada que excede a pressão capilar, levando à hipóxia, acúmulo de metabólitos tóxicos e morte celular. A localização da LPP é diretamente influenciada pela posição do paciente. Enquanto a região sacral é a mais comum em decúbito dorsal, a região trocantérica (sobre o trocanter maior do fêmur) torna-se o local mais vulnerável quando o paciente permanece em decúbito lateral por longos períodos. Outras áreas de risco incluem calcanhares, maléolos, tuberosidades isquiáticas, cotovelos e região occipital. A prevenção é a estratégia mais eficaz e envolve uma abordagem multifacetada. Isso inclui a avaliação de risco (ex: Escala de Braden), reposicionamento regular do paciente (a cada 2 horas), uso de superfícies de alívio de pressão (colchões e coxins especiais), cuidados com a pele (limpeza, hidratação e proteção contra umidade), otimização nutricional e controle da dor. O reconhecimento precoce dos sinais de lesão e a implementação de medidas preventivas são cruciais para evitar a progressão e as complicações das LPP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de lesões por pressão em pacientes de UTI?

Fatores de risco incluem imobilidade prolongada, desnutrição, umidade excessiva, fricção, cisalhamento, idade avançada, doenças crônicas e instabilidade hemodinâmica.

Como a posição do paciente influencia o surgimento de lesões por pressão?

A posição determina os pontos de maior pressão sobre as proeminências ósseas. Em decúbito dorsal, sacro e calcanhares; em lateral, trocanter e maléolos; em prona, joelhos e face.

Quais são as medidas preventivas mais eficazes contra lesões por pressão?

As medidas incluem mudança de decúbito regular, uso de superfícies de alívio de pressão, hidratação da pele, nutrição adequada e controle da umidade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo