USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Homem de 57 anos desenvolveu lesão por pressão sacral grau 4 após internação prolongada em unidade de terapia intensiva para tratamento de choque séptico. A lesão é bem delimitada, com presença de tecido desvitalizado no leito e dimensões de 18 x 12 cm. Quais as próximas condutas indicadas no tratamento deste paciente?
Lesão por pressão grau 4 exige desbridamento cirúrgico, terapia por pressão negativa e reconstrução com retalhos.
Lesões por pressão grau 4 são complexas, com perda tecidual total e exposição de osso/músculo. O tratamento envolve desbridamento cirúrgico para remover tecido desvitalizado, otimização do leito da ferida (ex: terapia por pressão negativa) e, frequentemente, reconstrução com retalhos locais para fechamento definitivo e prevenção de recidivas.
As lesões por pressão (LPPs) são áreas de dano localizado na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão prolongada ou cisalhamento. As LPPs grau 4 representam a forma mais grave, com perda tecidual completa e exposição de estruturas profundas como músculo, osso ou tendão, frequentemente associadas a infecção e formação de fístulas. São comuns em pacientes acamados, com mobilidade reduzida ou em unidades de terapia intensiva. A fisiopatologia envolve isquemia tecidual prolongada, levando à necrose. O tratamento de uma LPP grau 4 é complexo e multidisciplinar. Inicialmente, é fundamental o desbridamento cirúrgico para remover todo o tecido desvitalizado, que serve como meio de cultura para bactérias e impede a cicatrização. Após o desbridamento, o leito da ferida deve ser otimizado, o que frequentemente inclui a terapia por pressão negativa (TPN) para promover a formação de tecido de granulação, reduzir o edema e controlar o exsudato. Uma vez que o leito da ferida esteja limpo e com tecido de granulação adequado, a reconstrução cirúrgica com retalhos locais é frequentemente necessária para o fechamento definitivo da lesão, especialmente em áreas de alta pressão como a região sacral. A rotação de retalhos locais permite trazer tecido vascularizado e saudável para cobrir o defeito. Além disso, medidas preventivas como o treinamento de decúbito (mudanças de posição) são cruciais para evitar a recidiva e promover a cicatrização. O prognóstico depende da extensão da lesão, comorbidades do paciente e adesão ao plano de tratamento.
Uma lesão por pressão grau 4 é caracterizada por perda tecidual total com exposição de osso, músculo ou tendão, podendo haver esfacelo, necrose e cavitação.
O desbridamento cirúrgico é essencial para remover todo o tecido desvitalizado (necrose, esfacelo), reduzir a carga bacteriana e preparar o leito da ferida para a cicatrização ou reconstrução.
A TPN é indicada para otimizar o leito da ferida, reduzir o edema, estimular a granulação e preparar a lesão para o fechamento cirúrgico, especialmente em feridas grandes e complexas.
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