UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
As lesões por pressão são complicações evitáveis que podem requerer abordagem conservadora ou cirúrgica, dependendo do estágio e gravidade. A alternativa que descreve corretamente o manejo adequado para uma lesão por pressão de estágio III é:
Lesão Estágio III = Perda total da pele com gordura visível → Exige desbridamento e preparo do leito.
Lesões por pressão de estágio III envolvem o tecido subcutâneo e frequentemente necessitam de desbridamento cirúrgico para remover tecidos inviáveis e preparar o leito para o fechamento definitivo.
As lesões por pressão são indicadores de qualidade assistencial e representam um desafio clínico. O estágio III indica dano tecidual significativo. O manejo deve ser multidisciplinar, incluindo otimização nutricional (proteínas e micronutrientes), controle de comorbidades (como diabetes), uso de superfícies de suporte para redistribuição de pressão e cuidados locais avançados. O desbridamento seriado é a pedra angular para transformar uma ferida crônica em uma ferida aguda capaz de cicatrizar.
A lesão de estágio III é caracterizada pela perda da espessura total da pele, na qual a gordura subcutânea é visível no leito da ferida. Tecido de granulação e epíbole (bordas enroladas) são frequentemente presentes. Não há exposição de fáscia, músculo, tendão ou osso (o que a diferenciaria do estágio IV).
O desbridamento é essencial para remover tecido necrótico, esfacelo e biofilmes bacterianos que impedem a cicatrização. Em lesões profundas como as de estágio III, o desbridamento mecânico ou cirúrgico é mais eficaz que o autolítico para limpar o leito da ferida e permitir a formação de tecido de granulação saudável.
Retalhos miocutâneos ou fasciocutâneos são indicados para o fechamento de lesões extensas que não cicatrizam por segunda intenção ou em áreas de proeminência óssea. O sucesso do retalho depende do controle da infecção, estado nutricional do paciente e alívio rigoroso da pressão no pós-operatório.
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