Lesão por Pressão Estágio II: Diagnóstico e Classificação

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

As lesões por pressão são uma patologia que afeta pacientes com dificuldade de mobilização, acamados e com patologias neurológicas. É correto afirmar que as lesões por pressão:

Alternativas

  1. A) Fatores extrínsecos tais como a pressão não minorada em pacientes com lesão medular, incontinência urinária e umidade na região perianal não são importantes no aparecimento das lesões por pressão.
  2. B) Localizam-se mais frequentemente na planta dos pés, na região glútea e na face posterior das coxas.
  3. C) Nas lesões por pressão de estágio II (National Pressure Injury Advisory Panel), há uma perda de espessura parcial da epiderme e uma bolha ou uma ferida superficial pode ser observada.
  4. D) Estão presentes em pacientes cuja nutrição esteja adequada, com cuidados efetivos na mobilização contínua das áreas pressionadas sobre superfícies duras como colchões de ar.
  5. E) As lesões por pressão de estágios I e II não podem ser tratadas com alívio de pressão e cuidado local da ferida e sim com cirurgia.

Pérola Clínica

LPP Estágio II = Perda parcial da derme (ferida rasa, leito rosado ou bolha íntegra/rompida).

Resumo-Chave

A lesão por pressão de estágio II caracteriza-se pelo acometimento da epiderme e derme superficial, sem exposição de tecido adiposo ou estruturas profundas, manifestando-se como úlcera rasa ou bolha.

Contexto Educacional

As lesões por pressão (LPP) representam um desafio significativo na assistência a pacientes críticos e crônicos. A fisiopatologia envolve a compressão de tecidos moles entre uma proeminência óssea e uma superfície externa, levando à oclusão capilar, hipóxia e morte celular. A classificação da National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP) é a ferramenta universal para padronizar o diagnóstico e o tratamento. O estágio II é um ponto crítico onde a barreira cutânea foi rompida, mas o dano ainda é reversível com medidas conservadoras eficazes. O tratamento foca no alívio total da pressão sobre a área, manutenção de um ambiente úmido ideal para cicatrização e proteção contra infecções secundárias. A nutrição adequada, embora essencial para a cicatrização, não impede por si só a formação de lesões se os cuidados de mobilização e proteção da pele forem negligenciados.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar a lesão por pressão estágio II do estágio III?

A diferenciação reside na profundidade do tecido acometido. No estágio II, há perda parcial da espessura da pele envolvendo a epiderme e a derme; a ferida é superficial, com leito vermelho ou rosa, sem tecido de granulação, esfacelo ou necrose. Já no estágio III, ocorre perda total da espessura da pele, com exposição do tecido adiposo (hipoderme), podendo haver presença de esfacelo e tunelizações, mas sem exposição de fáscias, músculos ou ossos.

Quais são os principais fatores extrínsecos na gênese da LPP?

Os fatores extrínsecos fundamentais são a pressão prolongada (que causa isquemia tecidual), a fricção (dano superficial por arraste), o cisalhamento (deformação dos tecidos profundos) e a umidade (que causa maceração e fragiliza a barreira cutânea). O controle desses fatores, através da mudança de decúbito, uso de superfícies de suporte adequadas e manejo da incontinência, é a base da prevenção.

Uma bolha íntegra pode ser classificada como lesão por pressão?

Sim. De acordo com a NPIAP, uma bolha íntegra ou rompida preenchida por líquido seroso é classificada como Lesão por Pressão Estágio II. Se a bolha contiver sangue (conteúdo hemático), ela deve ser classificada como Lesão por Pressão Tecidual Profunda, indicando um dano mais severo abaixo da superfície cutânea.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo