AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
As lesões por pressão são uma patologia que afeta pacientes com dificuldade de mobilização, acamados e com patologias neurológicas. É correto afirmar que as lesões por pressão:
LPP Estágio II = Perda parcial da derme (ferida rasa, leito rosado ou bolha íntegra/rompida).
A lesão por pressão de estágio II caracteriza-se pelo acometimento da epiderme e derme superficial, sem exposição de tecido adiposo ou estruturas profundas, manifestando-se como úlcera rasa ou bolha.
As lesões por pressão (LPP) representam um desafio significativo na assistência a pacientes críticos e crônicos. A fisiopatologia envolve a compressão de tecidos moles entre uma proeminência óssea e uma superfície externa, levando à oclusão capilar, hipóxia e morte celular. A classificação da National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP) é a ferramenta universal para padronizar o diagnóstico e o tratamento. O estágio II é um ponto crítico onde a barreira cutânea foi rompida, mas o dano ainda é reversível com medidas conservadoras eficazes. O tratamento foca no alívio total da pressão sobre a área, manutenção de um ambiente úmido ideal para cicatrização e proteção contra infecções secundárias. A nutrição adequada, embora essencial para a cicatrização, não impede por si só a formação de lesões se os cuidados de mobilização e proteção da pele forem negligenciados.
A diferenciação reside na profundidade do tecido acometido. No estágio II, há perda parcial da espessura da pele envolvendo a epiderme e a derme; a ferida é superficial, com leito vermelho ou rosa, sem tecido de granulação, esfacelo ou necrose. Já no estágio III, ocorre perda total da espessura da pele, com exposição do tecido adiposo (hipoderme), podendo haver presença de esfacelo e tunelizações, mas sem exposição de fáscias, músculos ou ossos.
Os fatores extrínsecos fundamentais são a pressão prolongada (que causa isquemia tecidual), a fricção (dano superficial por arraste), o cisalhamento (deformação dos tecidos profundos) e a umidade (que causa maceração e fragiliza a barreira cutânea). O controle desses fatores, através da mudança de decúbito, uso de superfícies de suporte adequadas e manejo da incontinência, é a base da prevenção.
Sim. De acordo com a NPIAP, uma bolha íntegra ou rompida preenchida por líquido seroso é classificada como Lesão por Pressão Estágio II. Se a bolha contiver sangue (conteúdo hemático), ela deve ser classificada como Lesão por Pressão Tecidual Profunda, indicando um dano mais severo abaixo da superfície cutânea.
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