Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Homem de 75 anos, acamado, com lesão sacral profunda com exposição óssea. Qual o estadiamento da lesão por pressão?
Exposição de osso, tendão ou músculo = Lesão por Pressão Estágio 4.
O estadiamento 4 caracteriza-se por perda total da espessura tecidual com exposição de estruturas profundas, como osso ou músculo.
As lesões por pressão (LPP) são eventos adversos graves, frequentemente associados à imobilidade prolongada e deficiências nutricionais. A classificação atual, padronizada internacionalmente, divide as lesões em estágios de 1 a 4, além das categorias 'Não Estadiável' e 'Lesão Tissular Profunda'. O Estágio 4 representa a forma mais severa de dano tecidual crônico por pressão, onde a isquemia prolongada leva à necrose de todas as camadas da pele e tecidos moles subjacentes, atingindo o plano ósseo ou muscular. O manejo clínico exige uma abordagem multidisciplinar, focada no alívio da pressão (mudança de decúbito), otimização do aporte proteico-calórico e curativos especializados que promovam o desbridamento e a granulação, embora muitas vezes a intervenção cirúrgica seja necessária para o fechamento da ferida.
A principal diferença reside na profundidade da perda tecidual e nas estruturas visíveis. No Estágio 3, ocorre perda total da espessura da pele, e a gordura subcutânea pode estar visível, mas ossos, tendões e músculos não estão expostos. No Estágio 4, há perda total da espessura tecidual com exposição direta de fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. A presença de esfacelo ou escara pode estar presente em ambos, mas se as estruturas profundas forem palpáveis ou visíveis, o diagnóstico é Estágio 4.
Uma lesão é considerada não estadiável quando a perda total da espessura tecidual está coberta por esfacelo (amarelo, castanho, cinza, verde ou marrom) ou escara (preta ou marrom) no leito da ferida. Como a base da lesão não pode ser visualizada, a profundidade real e o estágio (3 ou 4) não podem ser determinados até que o tecido necrótico seja removido.
Devido à profundidade e exposição de estruturas nobres, as lesões de estágio 4 apresentam alto risco de osteomielite (infecção óssea), sepse, fístulas e destruição tecidual extensa. O tratamento geralmente requer desbridamento cirúrgico, antibioticoterapia sistêmica se houver infecção e manejo rigoroso da pressão e nutrição do paciente.
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