Queimaduras: Diagnóstico da Lesão por Inalação com Broncoscopia

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022

Enunciado

Com relação a métodos diagnósticos e a tratamento de pacientes queimados, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Injeções intramusculares ou subcutâneas de narcóticos contra a dor devem ser utilizadas para alívio.
  2. B) Atrasos para iniciar a reanimação volêmica de pacientes com queimadura não modificam resultados.
  3. C) Dissecações de veia safena são úteis em casos de difícil acesso, em detrimento das punções de acessos centrais, apesar de maiores taxas de complicação.
  4. D) O método diagnóstico padrão nos pacientes com suspeita de lesão por inalação deve ser broncoscopia das vias aéreas superiores, de todo paciente queimado.
  5. E) Métodos para tratamento das feridas de queimadura, como a excisão tangencial precoce, cada vez mais agressiva dos tecidos queimados e fechamento precoce da ferida, principalmente com enxertos de pele, tem indicação na maioria dos casos, porém sem evidência de melhora significativa das taxas de mortalidade.

Pérola Clínica

Lesão inalatória em queimados → broncoscopia é padrão ouro para diagnóstico e avaliação da extensão.

Resumo-Chave

A broncoscopia é o método diagnóstico padrão para avaliar a extensão e gravidade da lesão por inalação em pacientes queimados, permitindo identificar sinais diretos de injúria térmica ou química nas vias aéreas superiores e inferiores, guiando a conduta terapêutica.

Contexto Educacional

A lesão por inalação é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes queimados, especialmente aqueles expostos a incêndios em ambientes fechados. Sua suspeita clínica é fundamental e baseia-se em achados como queimaduras faciais, vibrissas nasais queimadas, escarro carbonáceo, rouquidão ou estridor. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. A broncoscopia das vias aéreas superiores é considerada o método diagnóstico padrão ouro para confirmar e avaliar a extensão da lesão por inalação. Ela permite a visualização direta da árvore traqueobrônquica, identificando sinais de injúria térmica ou química, como edema, eritema, ulcerações e presença de fuligem. Este exame auxilia na estratificação do risco e na tomada de decisões terapêuticas, como a necessidade de intubação orotraqueal. Além do diagnóstico da lesão inalatória, o manejo do paciente queimado envolve reanimação volêmica agressiva (guiada por fórmulas como Parkland), analgesia adequada (preferencialmente intravenosa devido à absorção errática de outras vias), e tratamento das feridas, incluindo excisão tangencial precoce e enxertia, que comprovadamente reduzem morbidade e mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para lesão por inalação em pacientes queimados?

Sinais incluem queimaduras faciais, vibrissas nasais queimadas, escarro carbonáceo, rouquidão, estridor, dispneia e história de exposição a fumaça em ambiente fechado. A presença desses sinais levanta a suspeita clínica.

Por que a broncoscopia é considerada o padrão ouro para lesão por inalação?

A broncoscopia permite a visualização direta das vias aéreas, identificando eritema, edema, ulcerações, fuligem e obstrução, que são marcadores diretos da lesão. Isso auxilia na estratificação do risco e na decisão de intubação.

Qual a importância da reanimação volêmica precoce em pacientes queimados?

A reanimação volêmica precoce e adequada é crucial para prevenir o choque hipovolêmico e a disfunção orgânica, especialmente em queimaduras de grande extensão. É guiada por fórmulas como Parkland, com monitoramento rigoroso da diurese.

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