SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Ao examinar um paciente queimado, qual dos seguintes achados não é sugestivo de lesão por inalação?
Lesões extensas em membros ≠ sinal direto de lesão por inalação.
A lesão por inalação é uma complicação grave em pacientes queimados, com alta morbimortalidade. Sinais como chamuscamento de pelos faciais, rouquidão, expectoração carbonácea e alteração do nível de consciência são altamente sugestivos, indicando a necessidade de avaliação e manejo precoce das vias aéreas. Lesões em membros indicam extensão da queimadura, não inalação.
A lesão por inalação é uma das complicações mais graves em pacientes vítimas de queimaduras, especialmente em ambientes fechados. Ela contribui significativamente para a morbimortalidade, muitas vezes superando a gravidade das próprias queimaduras cutâneas. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações respiratórias. Os sinais de lesão por inalação incluem chamuscamento de pelos faciais, rouquidão, estridor, tosse, expectoração carbonácea e queimaduras na face ou pescoço. A confusão mental pode indicar hipóxia ou intoxicação por monóxido de carbono. A fisiopatologia envolve dano térmico e químico às vias aéreas, levando a edema, inflamação e obstrução. O manejo da lesão por inalação foca na manutenção da via aérea, frequentemente exigindo intubação orotraqueal profilática antes que o edema se instale. Oxigenoterapia, broncodilatadores e ventilação mecânica são pilares do tratamento. A vigilância contínua da função respiratória é essencial para otimizar o prognóstico desses pacientes.
Sinais incluem chamuscamento de pelos faciais (cílios, vibrissas nasais), rouquidão, estridor, tosse, expectoração carbonácea, queimaduras faciais ou cervicais, e alteração do nível de consciência (sugestivo de intoxicação por CO).
A lesão por inalação causa edema de vias aéreas, comprometimento da troca gasosa, broncoespasmo e pneumonite química, podendo levar a insuficiência respiratória aguda e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), com alta mortalidade.
A conduta inicial é assegurar a via aérea, que pode incluir intubação orotraqueal precoce antes que o edema se torne obstrutivo. Oxigenoterapia suplementar e broncoscopia podem ser necessárias para avaliação e remoção de detritos.
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