UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma senhora de 64 anos foi vítima de queimadura de segundo grau na face e extremidades superiores em um incêndio doméstico. A avaliação primária revela escarro carbonáceo. Encontra-se alerta, sem sinais de insuficiência respiratória. A prioridade no atendimento desta senhora é:
Queimadura de face + escarro carbonáceo → suspeita de lesão por inalação, prioridade é garantir via aérea definitiva.
Em pacientes com queimaduras, especialmente na face e com sinais como escarro carbonáceo, a suspeita de lesão por inalação é alta. Mesmo sem sinais imediatos de insuficiência respiratória, o edema progressivo da via aérea pode levar a uma obstrução fatal, tornando a intubação profilática uma prioridade absoluta para garantir a via aérea definitiva.
O atendimento inicial ao paciente queimado segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com a avaliação primária focada na via aérea (A), respiração (B), circulação (C), déficit neurológico (D) e exposição (E). Em pacientes com queimaduras na face, pescoço ou com indícios de inalação de fumaça, a avaliação da via aérea assume prioridade máxima devido ao risco iminente de obstrução. Sinais como escarro carbonáceo, queimaduras em face e pescoço, pelos nasais queimados, rouquidão ou estridor são fortes indicativos de lesão por inalação. Mesmo que o paciente esteja alerta e sem sinais de insuficiência respiratória no momento inicial, o edema das vias aéreas superiores pode progredir rapidamente nas primeiras horas, levando a uma obstrução completa e fatal. Portanto, a conduta prioritária é a intubação profilática para garantir uma via aérea definitiva antes que o edema se instale completamente. Outras medidas importantes, como avaliação da extensão e profundidade das queimaduras, reposição volêmica e transferência para um centro de referência, são cruciais, mas secundárias à garantia da via aérea em casos de suspeita de lesão por inalação.
Sinais de alerta incluem queimaduras na face/pescoço, pelos nasais queimados, escarro carbonáceo, rouquidão, estridor, tosse e história de queimadura em ambiente fechado.
A lesão por inalação causa edema progressivo da via aérea superior, que pode levar à obstrução completa e fatal. A intubação profilática é crucial para garantir a via aérea antes que o edema torne o procedimento impossível.
As complicações incluem obstrução da via aérea superior por edema, pneumonite química, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), infecções pulmonares e intoxicação por monóxido de carbono ou cianeto.
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