INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem, com 72 anos de idade, foi tratado por equipe de atendimento pré-hospitalar após ser resgatado de pequeno quarto sem janelas, em prédio onde ocorreu incêndio com combustão de material plástico inflamável, havia fumaça no local. Apresentava rouquidão, havia fuligem no escarro, os cílios e as sobrancelhas estavam queimados; foram evidenciadas queimaduras de segundo e terceiro graus na região anterior do tronco, membro superior direito e face. Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa que apresenta a prioridade para o atendimento inicial da vítima.
Queimadura de face/via aérea + rouquidão/fuligem → Prioridade é intubação precoce para proteger via aérea.
Em vítimas de queimadura com suspeita de lesão por inalação (história de incêndio em local fechado, queimaduras de face, rouquidão, fuligem no escarro), a prioridade absoluta é o controle da via aérea por intubação traqueal. O edema de via aérea pode progredir rapidamente, tornando a intubação mais difícil ou impossível se postergada.
O atendimento inicial a vítimas de queimaduras, especialmente aquelas com suspeita de lesão por inalação, segue os princípios do ABCDE do trauma, com a via aérea (A) sendo a prioridade absoluta. A lesão por inalação é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes queimados, e sua identificação precoce e manejo adequado são cruciais para o prognóstico. Os sinais de alerta para lesão por inalação incluem história de exposição a incêndio em ambiente fechado, queimaduras de face e pescoço, pelos nasais queimados, rouquidão, estridor, tosse, fuligem no escarro ou na orofaringe. A presença desses sinais indica um alto risco de edema de via aérea superior, que pode se desenvolver rapidamente e levar à obstrução completa. Diante desses achados, a intubação traqueal precoce é a conduta de escolha, mesmo que o paciente não apresente inicialmente um comprometimento respiratório grave. A postergação da intubação pode resultar em uma via aérea edemaciada e de difícil acesso, aumentando o risco de complicações. Após a intubação, a ventilação, a reposição volêmica (calculada pela fórmula de Parkland), o controle da dor e a avaliação da extensão das queimaduras são as próximas etapas essenciais no manejo do grande queimado.
Sinais de alerta incluem história de incêndio em ambiente fechado, queimaduras de face ou pescoço, pelos nasais queimados, rouquidão, estridor, tosse, fuligem no escarro ou na orofaringe, e dificuldade respiratória.
A intubação precoce é crucial porque o edema da via aérea superior pode progredir rapidamente após a inalação de fumaça e calor, tornando a intubação tardia extremamente difícil ou impossível, com risco de obstrução total e óbito.
Após o controle da via aérea, outras prioridades incluem a ventilação e oxigenação, controle circulatório com reposição volêmica (fórmula de Parkland), avaliação e tratamento de outras lesões, controle da temperatura e analgesia.
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