HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Paciente no pós-operatório de hérnia inguinal apresenta parestesia na região da cirurgia. Qual nervo foi lesado?
Parestesia pós-herniorrafia inguinal → lesão nervo genitofemoral ou ilioinguinal.
A parestesia na região inguinal após herniorrafia é uma complicação comum, geralmente associada à lesão ou compressão dos nervos genitofemoral ou ilioinguinal. O nervo genitofemoral inerva a pele da parte superior e medial da coxa e a região genital.
A herniorrafia inguinal é um procedimento cirúrgico comum, mas que pode cursar com complicações, sendo a lesão nervosa uma das mais frequentes. A parestesia ou dor neuropática pós-operatória é um desafio para pacientes e cirurgiões, impactando a qualidade de vida. A compreensão da anatomia dos nervos da região inguinal é crucial para minimizar esses riscos. Os nervos ilio-hipogástrico, ilioinguinal e genitofemoral são os mais vulneráveis durante a dissecção e reparo da hérnia. A lesão do nervo genitofemoral tipicamente causa parestesia na parte superior e medial da coxa e na região genital. Já a lesão do nervo ilioinguinal manifesta-se com dor ou parestesia na raiz da coxa, escroto/grandes lábios e parte inferior do abdome. O diagnóstico é clínico, baseado na localização da dor e parestesia. O tratamento inicial para a dor neuropática pós-herniorrafia é conservador, incluindo analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides e, em alguns casos, gabapentina ou pregabalina. Bloqueios nervosos com anestésicos locais e corticosteroides podem ser úteis. Em situações refratárias e incapacitantes, a neurectomia cirúrgica do nervo afetado pode ser considerada, embora seja uma opção de último recurso.
Os nervos mais comumente lesados são o ilioinguinal, ilio-hipogástrico e o ramo genital do nervo genitofemoral, levando a dor ou parestesia pós-operatória.
A lesão do nervo genitofemoral causa parestesia na parte superior e medial da coxa e região genital. A lesão do nervo ilioinguinal afeta a raiz da coxa, escroto/grandes lábios e parte inferior do abdome.
O manejo inicial é conservador, com analgésicos e anti-inflamatórios. Em casos persistentes, pode-se considerar bloqueios nervosos ou, raramente, exploração cirúrgica.
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