COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
As lesões neurológicas do recém-nascido podem ser leves (_______________) quando o distúrbio motor é devido ao edema da raiz nervosa e desaparece entre 1 e 2 semanas, com recuperação completa da função. Felizmente, essa é a forma mais comum. Entretanto, quando há ruptura das fibras nervosas (_______________), a recuperação é mais lenta e incompleta. Nos casos mais graves, há ruptura completa da raiz (_______________), e a recuperação espontânea nunca ocorre. Completa corretamente as lacunas a alternativa:
Lesões nervosas: Neuropraxia (edema, recuperação total) → Axonotmese (ruptura axônio, recuperação parcial) → Neurotmese (ruptura total, sem recuperação).
A classificação de Seddon descreve a gravidade da lesão nervosa periférica: neuropraxia (lesão mais leve, apenas condução bloqueada por edema), axonotmese (ruptura axonal com bainha intacta, recuperação lenta) e neurotmese (ruptura completa do nervo, sem recuperação espontânea).
As lesões neurológicas em recém-nascidos, frequentemente associadas a traumas de parto, são um tópico importante na pediatria e neurologia neonatal. A classificação de Seddon é amplamente utilizada para descrever a gravidade dessas lesões nervosas periféricas, que variam desde distúrbios leves e transitórios até danos permanentes. A forma mais leve é a neuropraxia, onde há um bloqueio da condução nervosa devido a um edema ou compressão da raiz nervosa, sem lesão estrutural do axônio. O distúrbio motor é transitório, com recuperação completa da função em 1 a 2 semanas, como visto em casos leves de paralisia de Erb. Em seguida, temos a axonotmese, que envolve a ruptura das fibras nervosas (axônios), mas com a bainha de mielina e o tecido conjuntivo circundante intactos. Nesses casos, a recuperação é mais lenta e incompleta, pois a regeneração axonal ocorre dentro do túnel neural preservado. A forma mais grave é a neurotmese, caracterizada pela ruptura completa da raiz nervosa, incluindo o axônio, a bainha de mielina e o tecido conjuntivo. Nesses casos, a recuperação espontânea é impossível, e a perda de função é permanente sem intervenção cirúrgica, como a neurorrafia ou enxerto nervoso. A correta identificação do tipo de lesão é crucial para o prognóstico e para a definição da conduta terapêutica, que pode variar desde a observação e fisioterapia até a exploração cirúrgica.
A neuropraxia em recém-nascidos, como na paralisia de Erb leve, manifesta-se por distúrbio motor transitório, como fraqueza ou paralisia de um membro, mas sem perda de sensibilidade significativa. A recuperação é rápida, geralmente em 1 a 2 semanas.
Na axonotmese, há ruptura do axônio, mas a bainha de mielina e o tecido conjuntivo estão intactos, permitindo uma recuperação mais lenta e parcial, pois o axônio pode regenerar. Na neurotmese, há ruptura completa do nervo, impedindo a regeneração espontânea e resultando em perda permanente de função sem intervenção cirúrgica.
A classificação de Seddon (neuropraxia, axonotmese, neurotmese) é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento. Lesões neuropraxias geralmente requerem apenas observação, enquanto axonotmeses podem necessitar de fisioterapia prolongada e neurotmeses frequentemente exigem exploração cirúrgica e reparo do nervo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo