HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Qual dos seguintes nervos não está em risco durante um reparo laparoscópico de uma hérnia inguinal?
Reparo laparoscópico de hérnia inguinal → risco de lesão nervosa (genitofemoral, cutâneo lateral da coxa), EXCETO nervo pudendo.
A cirurgia de hérnia inguinal, especialmente por via laparoscópica, exige conhecimento anatômico detalhado para evitar lesões nervosas que podem causar dor crônica. O nervo pudendo, devido à sua localização mais medial e profunda na pelve, geralmente não está no campo cirúrgico direto da herniorrafia inguinal.
A herniorrafia inguinal laparoscópica é um procedimento comum, mas que exige um profundo conhecimento da anatomia regional para evitar complicações. A lesão nervosa é uma das intercorrências mais temidas, podendo levar à dor crônica pós-operatória, uma condição debilitante que afeta significativamente a qualidade de vida do paciente. A incidência de dor crônica varia, mas pode chegar a 10-12%, sendo a lesão nervosa um fator contribuinte importante. Os nervos mais vulneráveis durante o reparo laparoscópico incluem o ramo femoral do nervo genitofemoral, o nervo cutâneo lateral da coxa (meralgia parestésica), e ocasionalmente os nervos ilioinguinal e ilio-hipogástrico. A identificação e preservação desses nervos são cruciais. O nervo pudendo, por sua vez, tem um trajeto anatômico distinto, originando-se do plexo sacral (S2-S4) e inervando o períneo e a genitália externa, estando, portanto, fora do campo de dissecção da hérnia inguinal. Para residentes, é fundamental revisar a anatomia da parede abdominal posterior e da região inguinal. A prevenção da lesão nervosa envolve uma dissecção cuidadosa, identificação visual dos nervos sempre que possível e fixação da tela com atenção para não comprimir ou transfixar estruturas nervosas. O manejo da dor crônica pós-herniorrafia é complexo e pode envolver desde tratamento conservador até neurectomia.
Os nervos mais comumente lesados são o ramo femoral do nervo genitofemoral, o nervo cutâneo lateral da coxa e, em menor grau, o nervo ilioinguinal e ilio-hipogástrico. A lesão pode levar à dor crônica pós-operatória.
O nervo pudendo tem um trajeto mais medial e profundo na pelve, emergindo do plexo sacral e inervando o períneo e genitália externa. Sua localização o mantém fora do campo cirúrgico direto de uma herniorrafia inguinal, seja aberta ou laparoscópica.
A principal complicação é a dor crônica pós-herniorrafia, que pode ser neuropática, nociceptiva ou mista. Os sintomas variam de dormência e parestesia a dor intensa e incapacitante na região inguinal, escrotal ou na coxa.
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