HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
O reparo laparoscópico das hérnias inguinais é um método de reparo livre de tensão baseado na abordagem pré peritoneal. Durante a abordagem laparoscópica de uma hérnia inguinal, o nervo com maior risco de ser lesado é o:
Reparo laparoscópico de hérnia inguinal → maior risco de lesão do nervo cutâneo femoral lateral.
Durante o reparo laparoscópico de hérnias inguinais, especialmente nas abordagens pré-peritoneais (TAPP/TEP), o nervo cutâneo femoral lateral é vulnerável devido à sua localização próxima ao campo cirúrgico, podendo causar meralgia parestésica.
A herniorrafia inguinal laparoscópica, seja pela técnica TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal) ou TEP (Totalmente Extraperitoneal), é um método eficaz e livre de tensão para o reparo de hérnias inguinais. Sua popularidade cresceu devido à menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. No entanto, a complexidade anatômica da região e a visão bidimensional podem aumentar o risco de lesões nervosas. A região inguinal é rica em estruturas nervosas. O nervo cutâneo femoral lateral (NCFL) é particularmente vulnerável durante a dissecção do espaço pré-peritoneal, especialmente na porção lateral, onde a tela é frequentemente fixada. Sua lesão pode resultar em meralgia parestésica, uma condição caracterizada por dor, queimação, dormência e parestesia na face lateral da coxa, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. Para prevenir a lesão do NCFL e de outros nervos, é fundamental que o cirurgião tenha um conhecimento anatômico aprofundado e realize uma dissecção cuidadosa. A fixação da tela deve ser feita com atenção, evitando grampear ou suturar diretamente sobre os nervos. Em casos de dor crônica pós-operatória, a meralgia parestésica deve ser considerada no diagnóstico diferencial e pode exigir tratamento conservador ou, em casos refratários, intervenção cirúrgica.
Os nervos em risco incluem o ilioinguinal, ilio-hipogástrico, gênito-femoral (ramo genital) e, principalmente na abordagem laparoscópica, o cutâneo femoral lateral.
A lesão do nervo cutâneo femoral lateral pode levar à meralgia parestésica, caracterizada por dor, queimação, dormência e parestesia na face lateral da coxa.
A identificação cuidadosa da anatomia nervosa, a dissecção meticulosa e a fixação da tela com menor tensão ou sem grampos na região lateral são cruciais para minimizar o risco.
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