IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Mulher, de 54 anos de idade, foi submetida a histerectomia total com linfadenectomia pélvica para tratamento de câncer de colo de útero estadio I. No retorno pós-operatório, foi observada abdução da perna esquerda e ausência de sensação tátil na face medial da coxa. Qual foi a provável estrutura lesada no intraoperatório?
Histerectomia + linfadenectomia + abdução ↓ + sensibilidade ↓ coxa medial → Lesão nervo obturatório.
O nervo obturatório é vulnerável durante a linfadenectomia pélvica, pois passa pelo forame obturatório e inerva os músculos adutores da coxa e a pele da face medial da coxa. Sua lesão resulta em dificuldade de adução (e, consequentemente, abdução relativa) e perda de sensibilidade na região medial da coxa.
A histerectomia total com linfadenectomia pélvica é um procedimento comum no tratamento do câncer de colo de útero. No entanto, como qualquer cirurgia complexa, ela carrega o risco de complicações, incluindo lesões nervosas. O conhecimento da anatomia pélvica é crucial para residentes e cirurgiões a fim de minimizar esses riscos e reconhecer as lesões precocemente. O nervo obturatório é um dos nervos mais frequentemente lesados durante a linfadenectomia pélvica. Ele se origina do plexo lombar (L2-L4), desce pela parede lateral da pelve, passa pelo forame obturatório e se divide em ramos anterior e posterior. Sua função principal é a inervação motora dos músculos adutores da coxa (adutor longo, curto, magno e grácil) e a inervação sensitiva da face medial da coxa. A lesão do nervo obturatório no intraoperatório manifesta-se no pós-operatório com fraqueza ou paralisia dos músculos adutores, levando à dificuldade de adução da perna e, consequentemente, uma abdução relativa. A perda de sensação tátil na face medial da coxa é outro sinal clássico. O reconhecimento desses sintomas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, que podem incluir fisioterapia e, em alguns casos, reintervenção cirúrgica.
A lesão do nervo obturatório causa fraqueza ou paralisia dos músculos adutores da coxa, resultando em dificuldade para aduzir a perna (e abdução relativa), e perda de sensibilidade na face medial da coxa.
O nervo obturatório percorre a parede lateral da pelve, passando pelo forame obturatório, e está em estreita relação com os linfonodos ilíacos internos e externos, tornando-o suscetível a lesões durante a dissecção linfonodal.
A lesão do nervo obturatório é caracterizada pela disfunção dos adutores da coxa e perda de sensibilidade medial da coxa. Outros nervos, como o femoral, afetariam a extensão do joelho e a sensibilidade anterior da coxa.
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