IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Uma paciente submetida a tireoidectomia total por bócio de grandes dimensões evolui com dispneia intensa, cornagem e estridor assim que é retirado o tubo endotraqueal. A laringoscopia mostra cordas vocais paralisadas em adução. Tendo em vista as relações anatômicas entre tireoide, traqueia, vasos e nervos da região cervical anterior, provavelmente que estrutura foi lesada durante o procedimento operatório?
Lesão bilateral do nervo laríngeo recorrente → paralisia cordas vocais em adução → dispneia, cornagem, estridor pós-tireoidectomia.
A lesão bilateral do nervo laríngeo recorrente durante a tireoidectomia resulta na paralisia das cordas vocais em adução, causando obstrução da via aérea superior, manifestada por dispneia intensa, cornagem e estridor.
A tireoidectomia é um procedimento cirúrgico comum, mas que apresenta riscos de complicações, sendo a lesão do nervo laríngeo recorrente uma das mais temidas devido ao seu impacto na voz e, em casos bilaterais, na respiração. A compreensão da anatomia cervical é fundamental para a prevenção. O nervo laríngeo recorrente, ramo do nervo vago, inerva todos os músculos intrínsecos da laringe, exceto o cricotireóideo (inervado pelo nervo laríngeo superior). Sua lesão unilateral causa rouquidão (disfonia). A lesão bilateral, como descrito na questão, leva à paralisia das cordas vocais em adução (posição paramediana), resultando em obstrução grave da via aérea superior, com dispneia, cornagem e estridor, necessitando de intervenção imediata. A identificação e preservação do nervo laríngeo recorrente são prioridades durante a tireoidectomia. A monitorização intraoperatória do nervo pode auxiliar na sua proteção. Em casos de lesão bilateral, a traqueostomia pode ser necessária para garantir a via aérea, e procedimentos como aritenoidectomia ou lateralização das cordas vocais podem ser considerados posteriormente.
A lesão unilateral causa rouquidão. A lesão bilateral, como no caso, pode levar a dispneia intensa, cornagem e estridor devido à paralisia das cordas vocais em adução, obstruindo a via aérea.
O nervo laríngeo recorrente inerva a maioria dos músculos intrínsecos da laringe, incluindo os adutores e abdutores das cordas vocais. A lesão bilateral leva à predominância dos músculos adutores não inervados, fechando a glote.
O nervo laríngeo recorrente tem um trajeto íntimo com a glândula tireoide, ascendendo próximo à traqueia e artéria tireoidiana inferior, tornando-o vulnerável a lesões durante a tireoidectomia.
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