ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente de 47 anos, sexo feminino, atendida no ambulatório de cirurgia geral. A paciente havia sido submetida à cirurgia de tireoidectomia total há 60 dias, devido à um carcinoma folicular de tireoide, o qual estava restrito à glândula. No pós-operatório imediato, a paciente apresentou rouquidão, que não melhorou durante o acompanhamento ambulatorial nesses 60 dias. Com base no quadro clínico apresentado, qual foi o nervo lesionado durante a cirurgia?
Rouquidão persistente pós-tireoidectomia → Lesão nervo laríngeo recorrente = Complicação mais comum da voz.
A rouquidão persistente após tireoidectomia total é uma complicação comum e geralmente indica lesão do nervo laríngeo recorrente, responsável pela inervação da maioria dos músculos da laringe, incluindo os que controlam a fonação.
A tireoidectomia total é um procedimento cirúrgico comum para diversas patologias da tireoide, incluindo o carcinoma folicular. Embora geralmente segura, apresenta riscos de complicações, sendo a lesão do nervo laríngeo recorrente uma das mais significativas devido ao seu impacto na qualidade de vida do paciente. O nervo laríngeo recorrente, um ramo do nervo vago, possui um trajeto anatômico complexo e próximo à glândula tireoide, tornando-o vulnerável durante a dissecção cirúrgica. Sua lesão pode resultar em paralisia unilateral ou bilateral das cordas vocais, manifestando-se clinicamente como rouquidão (disfonia), disfagia e, em casos graves de lesão bilateral, dificuldade respiratória. A monitorização intraoperatória do nervo é uma técnica utilizada para tentar reduzir a incidência dessa complicação.
O nervo laríngeo recorrente inerva a maioria dos músculos intrínsecos da laringe, que são responsáveis pela movimentação das cordas vocais, essenciais para a fonação e proteção das vias aéreas.
As principais complicações incluem hipocalcemia (por lesão das paratireoides), lesão do nervo laríngeo recorrente (causando rouquidão ou disfonia), sangramento e infecção.
O diagnóstico é clínico (rouquidão, disfonia) e confirmado por laringoscopia, que pode mostrar paralisia ou paresia da corda vocal ipsilateral à lesão.
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