UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Paciente de 25 anos sofreu acidente automobilístico, colisão carro x carro frontal. Ficou preso nas ferragens e os bombeiros já haviam efetuado a extricação do paciente. Ao chegar ao local a equipe do SAMU encontrou o paciente com sangramento em toda a face, abertura ocular espontânea, respondendo de forma desconexa às solicitações verbais, sem movimentar os membros inferiores e localizava a dor. Ventilação bilateral, pulso cheio e enchimento capilar < que 2”. Responda as questões de acordo com o caso acima: Paciente apresentava paraplegia no local, qual segmento da coluna vertebral mais provavelmente foi lesionado?
Paraplegia em trauma → suspeitar lesão medular torácica (T1-T12) ou lombar alta.
A paraplegia indica lesão medular abaixo do nível cervical, afetando os membros inferiores. Lesões na coluna torácica (T1-T12) são as mais comuns a causar paraplegia, enquanto lesões cervicais resultam em tetraplegia. A avaliação inicial deve focar na estabilização e imobilização da coluna.
A lesão medular traumática é uma condição devastadora que pode resultar em déficits neurológicos permanentes. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar o dano. A epidemiologia mostra que acidentes automobilísticos são uma das principais causas de trauma raquimedular, especialmente em jovens. A fisiopatologia envolve o dano direto à medula espinhal, seguido por uma cascata de eventos secundários que podem exacerbar a lesão. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação neurológica (motora e sensitiva), e confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com trauma de alta energia e déficits neurológicos. O tratamento inicial foca na estabilização da via aérea, respiração e circulação (ABC do trauma), imobilização da coluna e prevenção de lesões secundárias. O prognóstico depende da extensão e nível da lesão, sendo essencial o acompanhamento multidisciplinar para reabilitação.
Sinais incluem déficits motores ou sensitivos, dor na coluna, priapismo, choque neurogênico e incontinência. A avaliação neurológica completa é fundamental.
A ECG avalia o nível de consciência, mas não diretamente a lesão medular. É importante para avaliar o trauma cranioencefálico associado e o prognóstico geral do paciente.
A imobilização é crucial para prevenir lesões secundárias e o agravamento do dano neurológico durante o transporte e o manejo inicial do paciente, minimizando movimentos indesejados.
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