UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2015
A perda súbita da força nos membros inferiores e da sensibilidade simetricamente abaixo da cicatriz umbilical, em paciente politraumatizado, é fortemente sugestiva de lesão
Perda súbita de força/sensibilidade abaixo da cicatriz umbilical (T10) em politraumatizado → lesão medular torácica.
A cicatriz umbilical corresponde ao dermátomo T10. A perda simétrica de força e sensibilidade abaixo desse nível em um paciente politraumatizado é um forte indicativo de lesão medular na coluna torácica, exigindo avaliação e imobilização imediatas.
A lesão medular em pacientes politraumatizados é uma condição devastadora que exige reconhecimento e manejo imediatos. A avaliação neurológica detalhada é fundamental, e a identificação do nível da lesão é crucial para o diagnóstico e prognóstico. A cicatriz umbilical é um marco anatômico importante, correspondendo ao dermátomo T10, e a perda de função abaixo desse nível sugere uma lesão na coluna torácica. A fisiopatologia envolve trauma direto ou indireto à medula espinhal, resultando em interrupção da condução nervosa. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação sensitiva e motora, e confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética da coluna. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente politraumatizado com déficits neurológicos. O tratamento inicial foca na imobilização da coluna, manutenção da perfusão medular e prevenção de lesões secundárias. O prognóstico é variável e depende da extensão e nível da lesão. É essencial que residentes dominem a avaliação neurológica e os princípios do manejo do trauma raquimedular.
A cicatriz umbilical corresponde ao dermátomo T10, sendo um marco anatômico importante para determinar o nível sensitivo de uma lesão medular.
Os sinais incluem perda de força e sensibilidade nos membros inferiores, disfunção autonômica (hipotensão, bradicardia) e alteração do controle esfincteriano, com nível sensitivo abaixo do tórax.
A identificação precoce permite a imobilização adequada da coluna, prevenindo lesões secundárias e otimizando o manejo inicial para preservar a função neurológica.
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