Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um paciente politraumatizado é admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, com queixa de dor cervical intensa e dificuldade para movimentar os membros superiores. A equipe suspeita de lesão medular cervical. Qual é a conduta inicial mais indicada?
Politraumatizado + suspeita lesão cervical → Imobilização cervical rígida ANTES de qualquer manobra.
Em pacientes politraumatizados com suspeita de lesão medular cervical, a prioridade absoluta é a imobilização da coluna cervical. Isso evita o agravamento de uma lesão existente ou a ocorrência de uma nova lesão durante o manejo inicial, como a movimentação para avaliação ou transporte. A estabilização deve ser feita com colar cervical rígido e, idealmente, com prancha rígida e imobilizadores laterais de cabeça.
O manejo inicial do paciente politraumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a avaliação e o tratamento das condições que ameaçam a vida. Em casos de trauma, especialmente em acidentes automobilísticos, a suspeita de lesão medular cervical é alta e exige atenção imediata devido ao risco de danos neurológicos permanentes. A coluna cervical é particularmente vulnerável, e qualquer movimento inadequado pode agravar uma lesão. A conduta inicial mais importante em um paciente com suspeita de lesão medular cervical é a imobilização rigorosa da coluna. Isso é feito com um colar cervical rígido, que deve ser aplicado antes de qualquer movimentação do paciente, incluindo a transferência para a maca ou a realização de exames. A estabilização visa manter a coluna em alinhamento neutro, prevenindo movimentos que possam comprimir ou tracionar a medula espinhal. Após a imobilização, a avaliação neurológica detalhada e a investigação radiológica (radiografias, tomografia computadorizada) podem ser realizadas de forma segura. A administração profilática de corticosteroides não é mais recomendada rotineiramente para lesão medular aguda devido à falta de evidências de benefício e potenciais efeitos adversos. A cirurgia, quando indicada, é realizada após a estabilização inicial e avaliação completa.
A imobilização cervical é crucial para prevenir o agravamento de lesões medulares existentes ou evitar novas lesões em pacientes com suspeita de trauma raquimedular. Movimentos inadequados podem causar danos neurológicos irreversíveis.
Deve-se suspeitar em pacientes com trauma acima da clavícula, dor cervical, déficits neurológicos (fraqueza, parestesia), alteração do nível de consciência, ou em qualquer trauma de alta energia até que se prove o contrário.
A imobilização cervical adequada inclui o uso de colar cervical rígido, prancha rígida e imobilizadores laterais de cabeça, garantindo que a cabeça e o pescoço permaneçam alinhados e sem movimentos.
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