Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Paciente apresenta lesão mamária não palpável com indicação de remoção cirúrgica. O que está recomendado para que a lesão seja identificada no momento da cirurgia?
Lesão mamária não palpável para exérese → marcação pré-cirúrgica com fio metálico guiado por imagem.
Lesões mamárias não palpáveis que requerem remoção cirúrgica precisam ser localizadas com precisão no pré-operatório. A técnica mais comum e eficaz é a inserção de um fio metálico (agulhamento) guiado por ultrassom ou mamografia estereotáxica, permitindo ao cirurgião identificar a área exata a ser excisada.
O diagnóstico precoce de lesões mamárias, muitas vezes não palpáveis e detectadas apenas por exames de imagem, é fundamental para o sucesso do tratamento do câncer de mama. Quando essas lesões requerem remoção cirúrgica, a precisão na localização é um desafio técnico que exige métodos específicos para guiar o cirurgião. A técnica de agulhamento com fio metálico, guiada por ultrassom ou mamografia estereotáxica, é o padrão-ouro para a localização pré-cirúrgica de lesões mamárias não palpáveis. O fio é inserido no centro da lesão ou em suas proximidades, com a extremidade externa fixada à pele, servindo como um guia para o cirurgião durante a excisão. A radiografia da peça cirúrgica é frequentemente realizada para confirmar a remoção completa da lesão e do fio. Essa abordagem minimiza a ressecção de tecido mamário saudável, otimiza as margens cirúrgicas e contribui para melhores resultados estéticos e oncológicos, sendo um procedimento essencial na cirurgia conservadora da mama.
Os métodos de imagem mais comuns para guiar a marcação são a mamografia estereotáxica (para lesões visíveis apenas na mamografia) e o ultrassom (para lesões visíveis ao ultrassom), que permitem a inserção precisa do fio.
A marcação pré-cirúrgica é crucial porque lesões não palpáveis não podem ser identificadas pelo toque do cirurgião. O fio metálico atua como um guia, assegurando que a lesão seja removida completamente com margens adequadas.
Além do fio metálico, outras técnicas incluem a injeção de carvão, sementes de radioisótopos (RSL) ou clipes magnéticos, que são localizados intraoperatoriamente por detectores específicos.
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