Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Mulher de 26 anos apresenta resultado de Papanicolau com lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL). Qual a conduta inicial recomendada?
LSIL em ≥ 25 anos → Repetir citologia em 6 meses; se < 25 anos → Repetir em 3 anos.
A conduta frente ao LSIL é conservadora inicialmente em mulheres acima de 25 anos, visando observar a regressão espontânea da infecção pelo HPV antes de proceder à colposcopia.
O manejo das lesões cervicais de baixo grau baseia-se na compreensão da história natural da infecção pelo HPV. A maioria das infecções é transitória e eliminada pelo sistema imune em até 24 meses. As diretrizes brasileiras priorizam a observação citológica semestral para mulheres acima de 25 anos com LSIL, reservando a colposcopia para casos de persistência ou lesões citológicas mais graves. Este protocolo otimiza recursos e reduz a morbidade associada a tratamentos excisionais desnecessários em lesões com alto potencial de involução.
Em mulheres com menos de 25 anos, a conduta frente ao achado de LSIL difere significativamente devido à alta taxa de regressão espontânea das infecções por HPV nessa faixa etária. Segundo as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde, a recomendação é a repetição da citologia oncótica apenas após 3 anos. O objetivo dessa conduta conservadora é evitar procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, como a colposcopia e a biópsia, que podem levar a intervenções no colo uterino com potenciais riscos obstétricos futuros, como a incompetência istmocervical. O foco nessa idade é o rastreamento de rotina, uma vez que a progressão para câncer invasivo é extremamente rara antes dos 25 anos.
A indicação de colposcopia em casos de LSIL ocorre principalmente quando há persistência da lesão. Para mulheres com 25 anos ou mais, a conduta inicial é repetir a citologia em 6 meses. Se o novo exame apresentar qualquer alteração (LSIL ou pior), a paciente deve ser encaminhada para colposcopia. Se o segundo exame for normal, realiza-se uma nova citologia em 6 meses antes de retornar ao rastreamento trienal. Em pacientes com 25 anos ou mais que apresentam dois resultados consecutivos de LSIL, a colposcopia é mandatória para avaliação do epitélio cervical e identificação de possíveis lesões de alto grau (NIC 2 ou 3) que possam estar ocultas.
LSIL é a sigla para Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau). Este achado indica alterações celulares geralmente causadas por uma infecção produtiva pelo HPV. Microscopicamente, caracteriza-se por coilocitose e aumento nuclear em células superficiais. É considerada uma manifestação da infecção viral transitória, com probabilidade de regressão espontânea entre 60% a 90%, especialmente em mulheres jovens. Não é considerada uma lesão pré-cancerosa genuína como a HSIL, mas requer acompanhamento para garantir que a infecção seja clareada pelo sistema imune e não evolua para persistência.
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