INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma paciente com 26 anos de idade, gesta: 2, para: 2, aborto: 0, utilizando contraceptivo oral combinado regularmente, comparece à Unidade Básica de saúde para verificação do resultado de exame de citologia oncótica cérvico-vaginal realizado há 1 mês. Não há queixas ou alterações descritas no prontuário do atendimento anterior quando do exame ginecológico. No laudo, descreve-se a presença de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau( LSIL).Em relação ao resultado do exame de citologia oncótica cérvico-vaginal da paciente, segundo o Instituto Nacional do Câncer/Ministério da Saúde, qual deve ser a conduta?
LSIL em citologia oncótica → Repetir citologia em 6 meses (INCA/MS).
A conduta para LSIL em mulheres jovens, não gestantes, é o seguimento citológico em 6 meses, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde/INCA. A colposcopia imediata é reservada para casos de HSIL ou LSIL persistente.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citológica comum no rastreamento do câncer de colo uterino, representando uma infecção produtiva pelo Papilomavírus Humano (HPV) ou uma lesão precursora de baixo risco. A prevalência de LSIL é maior em mulheres jovens, e muitas dessas lesões regridem espontaneamente. O rastreamento citológico é uma ferramenta fundamental na prevenção secundária do câncer cervical. A fisiopatologia do LSIL está diretamente ligada à infecção pelo HPV, que causa alterações nas células escamosas do colo do útero. O diagnóstico é feito por meio da citologia oncótica (Papanicolau). É crucial diferenciar LSIL de HSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau), que tem maior potencial de progressão para câncer. A suspeita de LSIL surge com o resultado do exame citopatológico. O tratamento e a conduta para LSIL são baseados nas diretrizes nacionais, como as do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Ministério da Saúde. Para a maioria das mulheres com LSIL, a conduta é o seguimento citológico em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea. A colposcopia e biópsia são reservadas para casos de persistência da lesão ou progressão para HSIL, evitando intervenções desnecessárias e ansiedade para a paciente.
A conduta inicial para LSIL em citologia oncótica, segundo o INCA/MS, é repetir a coleta para exame da citologia em 6 meses, especialmente em mulheres jovens.
A colposcopia é indicada se o LSIL persistir após o seguimento citológico ou se houver um resultado de HSIL (lesão intraepitelial de alto grau).
O principal fator de risco para o desenvolvimento de LSIL é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente por tipos de alto risco.
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