LSIL em Jovens: Conduta e Rastreamento Cervical

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 22 anos, em atendimento na unidade básica de saúde. O exame citopatológico apresenta células atípicas compatíveis com infecção pelo HPV e lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Qual a conduta de acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016?

Alternativas

  1. A) Eletrocauterização da junção escamocolunar
  2. B) Colposcopia com biópsia de áreas suspeitas
  3. C) Repetir a citologia em seis meses
  4. D) Repetir a citologia em três anos

Pérola Clínica

Em mulheres jovens (<25 anos) com LSIL, a conduta é repetir a citologia em 3 anos devido à alta taxa de regressão espontânea.

Resumo-Chave

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2016) preconizam uma conduta conservadora para lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LSIL) em mulheres jovens, como a de 22 anos, devido à alta probabilidade de regressão espontânea e para evitar intervenções desnecessárias.

Contexto Educacional

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2016) fornecem um guia essencial para a conduta de lesões cervicais, com particularidades para diferentes faixas etárias. Em mulheres jovens, como a paciente de 22 anos com Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) e infecção por HPV, a abordagem é mais conservadora devido à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão. O rastreamento citopatológico de rotina no Brasil inicia-se aos 25 anos. Para mulheres com menos de 25 anos que, por alguma razão, realizam o exame e apresentam LSIL, a recomendação é repetir a citologia em 3 anos. Essa conduta visa evitar intervenções desnecessárias, como colposcopias e biópsias, que podem gerar ansiedade e ter impactos negativos na saúde reprodutiva futura, sem um benefício claro na prevenção do câncer cervical nessa faixa etária. É fundamental que residentes compreendam a história natural da infecção por HPV e das lesões cervicais em mulheres jovens. A maioria das infecções por HPV é transitória, e o sistema imunológico é capaz de eliminá-las. A vigilância ativa com repetição da citologia permite monitorar a regressão ou persistência da lesão, intervindo apenas quando há indicação clara de progressão ou persistência de lesões de alto risco.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta recomendada para LSIL em mulheres com menos de 25 anos?

Para mulheres com menos de 25 anos que apresentam Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) no exame citopatológico, a conduta preconizada pelas Diretrizes Brasileiras é repetir a citologia em 3 anos. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea das lesões nessa faixa etária.

Por que a conduta é mais conservadora em mulheres jovens com LSIL?

A conduta é mais conservadora em mulheres jovens porque a maioria das infecções por HPV e das lesões de baixo grau (LSIL) regride espontaneamente nessa população. Intervenções mais agressivas poderiam levar a ansiedade desnecessária, custos e potenciais complicações obstétricas futuras, como parto prematuro.

Quando a colposcopia seria indicada em casos de LSIL?

A colposcopia seria indicada se a lesão persistir após o período de acompanhamento recomendado (por exemplo, após duas citologias consecutivas com LSIL ou ASC-US em mulheres >25 anos), ou se houver achados citológicos de maior gravidade, como HSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau).

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