Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma paciente de 23 anos de idade, com vida sexual ativa e assintomática, realizou colpocitologia cujo resultado foi lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Teste de HPV-DNA foi negativo.Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada segundo o Ministério de Saúde.
LSIL + HPV-DNA negativo em <30 anos = repetir colpocitologia em 3 anos (MS).
Em mulheres jovens (até 29 anos) com lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) e teste de HPV-DNA negativo, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é a repetição da colpocitologia em três anos. Isso se baseia na alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau e na baixa probabilidade de progressão para lesões de alto grau na ausência de HPV oncogênico.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na colpocitologia oncótica (Papanicolau), representando alterações celulares que podem estar relacionadas à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). A conduta para LSIL varia conforme a idade da paciente e o resultado do teste de HPV-DNA, seguindo as diretrizes estabelecidas por órgãos como o Ministério da Saúde. Em mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 30 anos, a maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente, e o risco de progressão para câncer invasivo é muito baixo. Quando o teste de HPV-DNA para tipos de alto risco é negativo em uma paciente jovem com LSIL, a probabilidade de a lesão ser clinicamente significativa ou progredir é ainda menor. Nesses casos, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é a repetição da colpocitologia em três anos, permitindo o acompanhamento da regressão espontânea. A colposcopia imediata é reservada para situações de maior risco, como LSIL em mulheres acima de 30 anos, LSIL com HPV-DNA positivo (independentemente da idade), ou persistência de LSIL após o período de acompanhamento. O objetivo é identificar lesões de alto grau que necessitem de tratamento, enquanto se evita procedimentos invasivos desnecessários em lesões com alto potencial de regressão. O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce e prevenção da doença.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada para uma paciente de 23 anos com LSIL e HPV-DNA negativo é repetir a colpocitologia em três anos. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau nessa faixa etária.
A colposcopia é indicada para lesões de baixo grau (LSIL) em mulheres acima de 30 anos, ou em qualquer idade se o teste de HPV-DNA for positivo, ou se houver persistência da LSIL após o período de acompanhamento recomendado.
Um teste de HPV-DNA negativo para tipos de alto risco indica que a lesão de baixo grau provavelmente não está associada a um vírus com potencial oncogênico significativo. Isso confere um baixo risco de progressão para câncer e permite um acompanhamento mais conservador.
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