LSIL e HPV Negativo: Conduta Segundo Ministério da Saúde

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 23 anos de idade, com vida sexual ativa e assintomática, realizou colpocitologia cujo resultado foi lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Teste de HPV-DNA foi negativo.Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada segundo o Ministério de Saúde.

Alternativas

  1. A) repetir colpocitologia em três anos
  2. B) repetir exames imediatamente
  3. C) colposcopia
  4. D) cauterização da zona de transformação
  5. E) excisão da zona de transformação

Pérola Clínica

LSIL + HPV-DNA negativo em <30 anos = repetir colpocitologia em 3 anos (MS).

Resumo-Chave

Em mulheres jovens (até 29 anos) com lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) e teste de HPV-DNA negativo, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é a repetição da colpocitologia em três anos. Isso se baseia na alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau e na baixa probabilidade de progressão para lesões de alto grau na ausência de HPV oncogênico.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na colpocitologia oncótica (Papanicolau), representando alterações celulares que podem estar relacionadas à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). A conduta para LSIL varia conforme a idade da paciente e o resultado do teste de HPV-DNA, seguindo as diretrizes estabelecidas por órgãos como o Ministério da Saúde. Em mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 30 anos, a maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente, e o risco de progressão para câncer invasivo é muito baixo. Quando o teste de HPV-DNA para tipos de alto risco é negativo em uma paciente jovem com LSIL, a probabilidade de a lesão ser clinicamente significativa ou progredir é ainda menor. Nesses casos, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é a repetição da colpocitologia em três anos, permitindo o acompanhamento da regressão espontânea. A colposcopia imediata é reservada para situações de maior risco, como LSIL em mulheres acima de 30 anos, LSIL com HPV-DNA positivo (independentemente da idade), ou persistência de LSIL após o período de acompanhamento. O objetivo é identificar lesões de alto grau que necessitem de tratamento, enquanto se evita procedimentos invasivos desnecessários em lesões com alto potencial de regressão. O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce e prevenção da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para uma paciente jovem (23 anos) com LSIL e HPV-DNA negativo?

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada para uma paciente de 23 anos com LSIL e HPV-DNA negativo é repetir a colpocitologia em três anos. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau nessa faixa etária.

Quando a colposcopia é indicada para lesões de baixo grau?

A colposcopia é indicada para lesões de baixo grau (LSIL) em mulheres acima de 30 anos, ou em qualquer idade se o teste de HPV-DNA for positivo, ou se houver persistência da LSIL após o período de acompanhamento recomendado.

Por que o teste de HPV-DNA negativo é importante na conduta de LSIL?

Um teste de HPV-DNA negativo para tipos de alto risco indica que a lesão de baixo grau provavelmente não está associada a um vírus com potencial oncogênico significativo. Isso confere um baixo risco de progressão para câncer e permite um acompanhamento mais conservador.

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