LSIL: Conduta Conforme Diretrizes do Ministério da Saúde

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 20 anos, sexualmente ativa, comparece a consulta de rotina com um resultado de colpocitologia tríplice compatível com lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL). De acordo com as Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016, publicadas pelo Ministério da Saúde, a conduta mais adequada para essa paciente é:

Alternativas

  1. A) repetir o exame colpocitológico 6 meses após a data da coleta anterior
  2. B) realizar colposcopia e biópsia da lesão imediatamente
  3. C) repetir o exame colpocitológico 3 anos após a data da coleta anterior
  4. D) realizar captura híbrida para HPV para definir momento de nova colpocitologia

Pérola Clínica

LSIL em mulher < 25 anos ou > 25 anos com rastreamento regular → repetir citologia em 3 anos (Diretrizes MS 2016).

Resumo-Chave

De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016, a conduta para Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) em mulheres de 25 a 64 anos, com rastreamento regular, é repetir o exame colpocitológico em 3 anos. Isso se baseia na alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau e na baixa probabilidade de progressão para câncer invasivo em curto prazo.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na colpocitologia oncótica, refletindo alterações celulares causadas pela infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV). É uma lesão precursora de baixo risco para o câncer do colo do útero, com alta taxa de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. O rastreamento do câncer do colo do útero é fundamental para a detecção precoce e prevenção da doença. A fisiopatologia da LSIL está diretamente ligada à infecção por HPV, que induz alterações citopáticas nas células escamosas do colo uterino. O diagnóstico é feito pela colpocitologia (Papanicolau). A importância de uma conduta adequada reside em evitar intervenções desnecessárias, considerando a natureza transitória da maioria das LSIL, ao mesmo tempo em que se garante o seguimento para identificar lesões persistentes ou progressivas. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016 recomendam, para mulheres de 25 a 64 anos com LSIL e rastreamento regular, a repetição da colpocitologia em 3 anos. Essa conduta reflete a compreensão da história natural da infecção por HPV e das lesões de baixo grau, priorizando a observação e evitando procedimentos invasivos desnecessários, mas mantendo a vigilância para as raras progressões.

Perguntas Frequentes

O que significa o diagnóstico de LSIL na colpocitologia?

LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV. É uma lesão precursora de baixo risco, com alta probabilidade de regressão espontânea e baixo potencial de progressão para câncer invasivo.

Qual a conduta para LSIL em mulheres jovens (abaixo de 25 anos)?

Em mulheres jovens (abaixo de 25 anos), a conduta para LSIL é a mesma que para mulheres de 25 a 64 anos com rastreamento regular: repetir a colpocitologia em 3 anos. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea do HPV e das lesões de baixo grau nessa faixa etária.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de LSIL?

A colposcopia é indicada para LSIL se houver persistência da lesão após o seguimento recomendado (ex: duas citologias consecutivas com LSIL ou ASC-US após 3 anos), ou em situações específicas como resultados citológicos de alto grau (HSIL) ou atípicas de células escamosas de significado indeterminado não se pode excluir HSIL (ASC-H).

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