HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
R.G.B., 27 anos, submetida à colpocitologia do colo uterino, com diagnóstico de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau.Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada, de acordo com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer de 2016 (Inca-MS).
LSIL em < 30 anos ou > 65 anos → repetir colpocitologia em 6 meses (MS/Inca 2016).
A conduta para lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) depende da idade da paciente e da persistência da lesão. É crucial repetir a colpocitologia em 6 meses para pacientes de 25 a 64 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e Inca de 2016.
A lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) é a alteração citopatológica mais comum do colo uterino, representando a manifestação citológica da infecção produtiva pelo Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens, e a maioria regride espontaneamente, especialmente em pacientes com menos de 30 anos. O rastreamento do câncer de colo uterino e suas lesões precursoras é fundamental para a saúde pública, e a colpocitologia é a principal ferramenta para esse fim. A fisiopatologia da LSIL envolve a infecção das células escamosas do colo uterino pelo HPV, levando a alterações celulares que são detectadas no exame citopatológico. O diagnóstico é feito pela colpocitologia (Papanicolau). A suspeita deve ser levantada em qualquer mulher sexualmente ativa que apresente alterações no rastreamento. É crucial diferenciar LSIL de lesões de alto grau (HSIL) devido às implicações na conduta. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca-MS 2016), a conduta para LSIL em mulheres de 25 a 64 anos é a repetição da colpocitologia em 6 meses. A colposcopia é indicada apenas se houver persistência da lesão após duas novas colpocitologias alteradas em 6 meses. O tratamento invasivo, como a CAF, é reservado para lesões de alto grau ou persistentes. O prognóstico da LSIL é geralmente bom, com alta taxa de regressão espontânea.
Para pacientes de 25 a 64 anos com LSIL, a conduta inicial recomendada pelo Ministério da Saúde é repetir a colpocitologia em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão.
A colposcopia é indicada se a lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) persistir após o acompanhamento com duas novas colpocitologias alteradas em 6 meses, ou se houver suspeita de lesão de alto grau.
LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, geralmente associada à infecção por HPV, que pode regredir espontaneamente ou progredir para lesões de alto grau.
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