UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Mulher, 26 anos, portadora do vírus HIV, fez um exame de colpocitologia oncótica, com resultado de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Nega histórico de tabagismo e não se lembra de ter tido infeções sexualmente transmissíveis. Qual o próximo passo?
Mulher HIV+ com LIEBG → colposcopia e biópsias dirigidas, devido ao maior risco de progressão.
Em mulheres vivendo com HIV, a imunossupressão aumenta o risco de persistência e progressão das lesões intraepiteliais. Por isso, mesmo uma LIEBG, que em imunocompetentes poderia ser apenas observada, requer uma abordagem mais agressiva com colposcopia e biópsias para melhor avaliação e manejo.
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um fator de risco significativo para o desenvolvimento e progressão de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino. Mulheres vivendo com HIV apresentam uma prevalência maior de infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) e uma maior taxa de progressão de lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LIEBG) para lesões de alto grau ou câncer invasivo, devido à imunossupressão. O rastreamento do câncer de colo uterino em mulheres HIV positivas segue diretrizes específicas que diferem da população geral. Enquanto em mulheres imunocompetentes uma LIEBG pode ser inicialmente acompanhada com repetição do exame citopatológico em 12 meses, em pacientes HIV positivas a conduta é mais agressiva. A imunossupressão compromete a capacidade do organismo de eliminar o HPV e controlar a progressão das lesões. Portanto, diante de um resultado de LIEBG em uma mulher HIV positiva, o próximo passo recomendado é a realização de colposcopia com biópsias dirigidas. Este procedimento permite uma avaliação mais detalhada do colo uterino, identificando áreas suspeitas para coleta de material histopatológico, o que é essencial para um diagnóstico preciso e para guiar o tratamento adequado, minimizando o risco de progressão para câncer invasivo.
Em mulheres HIV positivas, a imunossupressão aumenta o risco de progressão da LIEBG, justificando a realização de colposcopia e biópsias dirigidas, enquanto em HIV negativas, a conduta pode ser a repetição do exame em 12 meses.
A colposcopia permite a visualização direta do colo uterino e a identificação de áreas suspeitas para a realização de biópsias dirigidas, que são cruciais para determinar a extensão e o grau real da lesão em pacientes com risco aumentado.
Mulheres com HIV têm maior risco de persistência do HPV, progressão da LIEBG para lesões de alto grau ou câncer invasivo, e recorrência após o tratamento, devido à imunossupressão.
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