HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher de 32 anos, sem doenças prévias, realizou seu terceiro exame de Papanicolau e, desta vez, foi identificada uma lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LIE-BG). A médica explicou que não havia sinais infecciosos e de atrofia, portanto, sem necessidade de tratamento imediato. A paciente ficou preocupada e consultou um outro médico. Com base nos conceitos de rastreamento e investigação diagnóstica, as condutas esperadas deste segundo médico, segundo as diretrizes brasileiras do Instituto Nacional do Câncer (INCA), devem ser:
LIE-BG em Papanicolau (32a, sem atrofia/infecção) → repetir Papanicolau em 6 meses (INCA).
As diretrizes brasileiras do INCA para Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LIE-BG) em mulheres de 25 a 64 anos, sem sinais de infecção ou atrofia, recomendam o seguimento citológico. A maioria das LIE-BG regride espontaneamente, e a conduta inicial é repetir o exame de Papanicolau em 6 meses para reavaliação.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LIE-BG) é um achado comum no exame de Papanicolau, representando alterações celulares leves no epitélio cervical, frequentemente associadas à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). No contexto do rastreamento do câncer de colo uterino, a conduta frente a um resultado de LIE-BG é um ponto crucial e que frequentemente gera dúvidas entre os profissionais de saúde e preocupação nas pacientes. As diretrizes brasileiras do Instituto Nacional do Câncer (INCA) são claras quanto ao manejo da LIE-BG em mulheres na faixa etária de rastreamento (25 a 64 anos), sem sinais de infecção ou atrofia. Nesses casos, a conduta recomendada é o seguimento citológico, ou seja, a repetição do exame de Papanicolau em 6 meses. Essa abordagem é justificada pelo alto índice de regressão espontânea das lesões de baixo grau, que pode chegar a 60-70% em dois anos, especialmente em mulheres jovens. O encaminhamento imediato para colposcopia não é a conduta inicial para LIE-BG isolada, a menos que haja outros fatores de risco ou resultados citológicos mais preocupantes (como ASC-H ou LIE-AG). A colposcopia seria indicada se o resultado de LIE-BG persistir no exame de seguimento após 6 meses, ou se houver progressão para uma lesão de alto grau. O objetivo é evitar procedimentos invasivos desnecessários, minimizando a ansiedade da paciente e os custos para o sistema de saúde, ao mesmo tempo em que se mantém um monitoramento adequado para identificar lesões que não regridem ou progridem e que necessitem de intervenção.
LIE-BG indica alterações celulares leves no colo do útero, geralmente associadas à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Essas lesões correspondem histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1) e muitas vezes regridem espontaneamente.
A colposcopia é indicada se o Papanicolau de seguimento (após 6 meses) persistir com LIE-BG, ou se houver um resultado de ASC-H (células escamosas atípicas de significado indeterminado, não se pode excluir lesão de alto grau) ou lesão de alto grau (LIE-AG) em qualquer momento.
O seguimento citológico permite monitorar a evolução da lesão. Como a maioria das LIE-BG regride espontaneamente, o acompanhamento evita intervenções desnecessárias, minimizando a ansiedade da paciente e os riscos de procedimentos invasivos, reservando a colposcopia para casos de persistência ou progressão da lesão.
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