FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Considere a realização de esfregaço de Papanicolaou em paciente do sexo feminino, 38 anos, que mostra HSILs. Nesse contexto, caso uma curetagem endocervical mostre displasia cervical:
HSIL no Papanicolau + displasia na curetagem endocervical → procedimento excisional do colo uterino.
A presença de HSIL no Papanicolaou, confirmada por displasia na curetagem endocervical, indica uma lesão de alto grau que exige tratamento excisional do colo uterino para remover a lesão e prevenir a progressão para câncer invasivo.
A detecção de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) no exame de Papanicolaou é um achado crítico que exige investigação e manejo adequados para prevenir o câncer de colo uterino. O HSIL representa uma lesão pré-cancerosa significativa, com alto potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratada. Após um Papanicolaou com HSIL, o próximo passo é geralmente a colposcopia com biópsia dirigida para confirmar a lesão e determinar sua extensão. Em muitos casos, a colposcopia pode não visualizar completamente a zona de transformação ou a lesão pode se estender para o canal endocervical. Nesses cenários, a curetagem endocervical (CEC) é realizada para obter amostras do canal. Se a CEC revela displasia cervical (que corresponde histologicamente ao HSIL ou CIN 2/3), isso confirma a presença de uma lesão de alto grau no canal endocervical, o que é um achado preocupante. Diante de um Papanicolaou com HSIL e confirmação de displasia na curetagem endocervical, a conduta recomendada é um procedimento excisional do colo uterino. Isso inclui a conização a frio (cirurgia com bisturi) ou a excisão eletrocirúrgica por alça (LEEP/CAF). Esses procedimentos têm o objetivo de remover completamente a lesão pré-cancerosa, além de fornecer uma amostra para análise histopatológica detalhada, que pode revelar um câncer invasivo oculto. Apenas citologia de rotina ou nenhuma análise adicional seriam condutas inadequadas e perigosas nesse contexto.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão intraepitelial escamosa de alto grau, que representa uma alteração celular pré-cancerosa com risco significativo de progressão para câncer cervical invasivo.
A curetagem endocervical é importante para avaliar a extensão da lesão para o canal endocervical, especialmente quando a colposcopia não visualiza completamente a zona de transformação ou há suspeita de lesão oculta.
Os procedimentos excisionais incluem a conização a frio (bisturi) e a excisão eletrocirúrgica por alça (LEEP/CAF), que removem a zona de transformação e a lesão, permitindo análise histopatológica completa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo