HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Mutípara com 33 anos fez colpocitologia pedida na UBS que revelou lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Com relação à conduta, assinale a alternativa correta.
HSIL no Papanicolau → Colposcopia com biópsia dirigida para confirmar e guiar tratamento.
Uma colpocitologia com resultado de Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) exige investigação imediata com colposcopia e biópsia dirigida. Essa etapa é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico (NIC 2/3 ou câncer invasor) e planejar a conduta terapêutica adequada.
A lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), detectada pela colpocitologia (Papanicolau), representa uma alteração celular significativa no colo do útero, com alto potencial de progressão para câncer invasor se não tratada. É uma manifestação da infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. O rastreamento citopatológico é fundamental para a detecção precoce dessas lesões e a prevenção do câncer de colo uterino. O diagnóstico de HSIL no Papanicolau não é um diagnóstico definitivo, mas sim uma indicação de que há células anormais de alto grau. A fisiopatologia envolve a infecção viral que altera o ciclo celular das células escamosas cervicais. A próxima etapa diagnóstica obrigatória é a colposcopia, um exame que visualiza o colo uterino com magnificação e permite identificar áreas com alterações sugestivas de lesão. A partir dessas áreas, são realizadas biópsias dirigidas. O tratamento definitivo só é planejado após a confirmação histopatológica da lesão (NIC 2 ou NIC 3). Se a biópsia confirmar NIC 2 ou NIC 3, o tratamento geralmente é excisional, como a conização (cirurgia de alta frequência - CAF ou bisturi a frio), que remove a área afetada. A histerectomia total é uma opção para casos selecionados, geralmente após falha de tratamentos excisionais ou em pacientes que não desejam mais gestar e com lesões extensas. A repetição do exame citológico em 3 meses não é adequada para HSIL, pois retarda a investigação de uma lesão de alto risco.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão pré-cancerosa de alto grau no colo do útero, correspondendo histologicamente a NIC 2 ou NIC 3, com alto risco de progressão para câncer invasor.
A conduta inicial é sempre a colposcopia com biópsia dirigida das áreas suspeitas. Isso permite confirmar o diagnóstico histopatológico e descartar câncer invasor.
A conização ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência) são tratamentos excisionais indicados após a confirmação histopatológica de NIC 2 ou NIC 3 pela biópsia, ou em casos de suspeita de câncer invasor.
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