Lesões Cervicais: Conduta para HSIL, LSIL, ASC-H e NIC III

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020

Enunciado

Em um ambulatório de ginecologia, o médico responsável avalia os resultados de exames das pacientes abaixo: Maria, 47 anos, resultado de exame citopatológico do colo uterino = lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Katia, 26 anos, resultado de exame citopatológico do colo uterino = lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (o exame realizado há 1 ano foi negativo para neoplasia). Lucia, 29 anos, resultado de exame citopatológico do colo uterino = Células escamosas atípicas, de significado indeterminado, não podendo excluir lesão intraepitelial de alto grau (o exame realizado há 1 ano foi negativo para neoplasia). Neusa, 53 anos, resultado de exame histopatológico do colo uterino = NIC III. A conduta adequada para cada uma das pacientes acima é: A conduta adequada para cada uma das pacientes acima é:

Alternativas

  1. A) Maria, realizar colposcopia. Katia, repetir o exame em 6 meses. Lucia, realizar colposcopia. Neusa, realizar colposcopia.
  2. B) Maria, realizar colposcopia. Katia, repetir o exame em 6 meses. Lucia, repetir o exame em 6 meses. Neusa, realizar colposcopia.
  3. C) Maria, realizar conização. Katia, repetir o exame em 6 meses. Lucia, realizarcolposcopia. Neusa, realizar conização.
  4. D) Maria, realizar colposcopia. Katia, repetir o exame em 6 meses. Lucia, realizar colposcopia. Neusa, realizar conização.
  5. E) Maria, realizar colposcopia. Katia, realizar colposcopia. Lucia, realizar colposcopia. Neusa, realizar colposcopia.

Pérola Clínica

HSIL, ASC-H, NIC III → Colposcopia. LSIL → Repetir citopatológico em 6 meses (se persistir ou idade >30, colposcopia).

Resumo-Chave

A conduta em lesões cervicais depende do resultado do exame citopatológico e histopatológico, da idade da paciente e de exames prévios. Lesões de alto grau (HSIL, ASC-H, NIC III) geralmente indicam colposcopia imediata, enquanto lesões de baixo grau (LSIL) podem ter seguimento conservador, especialmente em mulheres jovens.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das estratégias mais eficazes para a prevenção e detecção precoce da doença, sendo o exame citopatológico (Papanicolau) a principal ferramenta. A interpretação dos resultados e a conduta subsequente são cruciais para o manejo adequado das pacientes e para evitar a progressão de lesões pré-cancerígenas. Lesões como a Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) e a Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III) representam um risco significativo de progressão para câncer invasivo e exigem investigação imediata com colposcopia e biópsia. Já as Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado, não podendo excluir lesão de alto grau (ASC-H), também demandam colposcopia devido ao potencial de lesão significativa subjacente. Por outro lado, a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) tem uma alta taxa de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. Nesses casos, a conduta pode ser a repetição do citopatológico em 6 meses. A conização, um procedimento excisional, é reservada para lesões de alto grau confirmadas ou quando há necessidade de elucidação diagnóstica e terapêutica. O conhecimento desses protocolos é essencial para a prática ginecológica e para a saúde da mulher.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma paciente com Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) no citopatológico?

Para pacientes com HSIL no citopatológico, a conduta adequada é a realização imediata de colposcopia com biópsia dirigida. Isso permite confirmar o diagnóstico histopatológico e avaliar a extensão da lesão para planejar o tratamento definitivo, que pode ser excisional (conização) ou ablativo.

Como proceder diante de um resultado de Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) em uma paciente jovem?

Em pacientes jovens (geralmente < 25-30 anos) com LSIL, a conduta pode ser expectante, com repetição do citopatológico em 6 meses. Devido à alta taxa de regressão espontânea do LSIL nessa faixa etária, a colposcopia não é imediata, a menos que haja persistência da lesão ou outros fatores de risco.

Quando a conização é indicada em lesões cervicais?

A conização é indicada para o tratamento de lesões de alto grau (NIC II, NIC III, carcinoma in situ) confirmadas por biópsia, especialmente quando a lesão se estende para o canal endocervical, quando a colposcopia é insatisfatória, ou quando há discordância entre citologia, colposcopia e histologia. Também pode ser diagnóstica e terapêutica.

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